terça-feira, 19 de agosto de 2008

CRÔNICAS

O VÔO DO FALCÃO

Lembrei duma ocasião em que ri sozinho ao escutar uma conversa por acaso. Não sei se aconteceu de fato como o sujeito contou ao amigo do lado direito à janela do lotado ônibus da volta pra casa.
_Eu tava no sertão com uns primos passando as férias. Agente andava num buge, sabe? De repente, passam pela gente dois caras numa falcon verde, um deles gritou de zombaria esculachando nosso carro, cara! Nos chamou de tartaruga e tudo.
_Macho, eu lembro desse dia!_Disse um homem de blusa azul e boné preto, pelo que pude notar._Eu te mostrei as marcas de pneu na areia.
_Pois é, _Retomou o primeiro._ os caras nunca foram por lá antes, não tinham a menor idéia de como a curva mais adiante era fechada.
_E aí?_ Indagou o da janela._Eles morreram?
_Não._Insistiu o rapsodo original._A moto simplesmente desapareceu.
_Como assim?
_Sumiu! Restando só uma poeira desgraçada.
_Vocês pensaram bem que fosse alma, não foi?
_Agente arregaçou pra vê-los e nada. Eu fiquei meio assim...
_Eu cutuquei o braço dele_ Tomou a palavra o de vermelho._ e disse; tu viu aquelas marca de pneu lá atrás?
_Onde? Eu perguntei.
_Lá na curva. Aí foi o jeito a gente voltar pra conferir.
_Tinha uma decida braba, cara, depois da curva. Eu só escutei aquele “ai, ai” lá embaixo.
_Tava eu, ele e mais dois._ Disse o de vermelho.
_Quando a gente desceu, _Continua o outro._ os otários deram um vôo e aterrissaram em cima duns cactos. Só gemendo. Nós não agüentamos, claro que ajudamos a subir a moto e a tirar os espinhos; mas foi depois de mangar muito, meu irmão!
AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 24/10/2007


TÁXI

Um sábado desses de verão interditaram algumas ruas, intrafegáveis graças à chuva na noite anterior. Fazia um calor de moer os pensamentos, já passando das 14 horas.
_Eu vou por onde, agora?_Indaga o desavisado condutor ao trocador este indica algumas vias de acesso.
Alguns passageiros descem no meio do caminho, uns bem mais próximos de seu destino. Um outro doravante dá as indicações de caminhos alternativos que só ele conhecia.
_Por aí não passa!_Duvida o trocador, mas o motorista segue adiante.
_Agora, vira à esquerda.
_Não passa aí com nojo! _Duvido, e os outros repetem.
_Passa que eu pego o ônibus aqui todo dia.
_Deve ser noutro canto._ Corrige uma senhora ao centro, segurando umas sacolas enormes.
_Tu tá é doido!_ Afirma um sujeito de óculos escuros.
O ônibus pára depois de passar por ruas cada vez mais estritas. O espertalhão faz o pedido, finalmente.
_Abre a porta, que eu moro aqui!
_Ah, sim isso é um táxi?_Digo, enquanto alguém fere o nome de quem pariu aquela desgraça.
_Motorista, _Esse vira o jargão da tarde. _tu devia me deixar em casa também!
AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 24/10/2007

O CASAMENTO DO BOÊMIO

Um sujeito, há algumas décadas, era preso todos os dias; e se soltava toda vida, arrombando o cadeado da cadeia. Dizem que o fazia com dois palitos de fósforos, mas poderia ser com grampos ou até mesmo outras chaves; ao que parece, ele entendia bem do assunto.
Eis que o malandro desonra uma guria menor, ela doida pra casar. Ele, um boêmio que passava longe da Igreja, assiste à missa do bar; seu primeiro mandamento é amai ao álcool sobre todas as coisas.
A família dá parte do meliante, o casamento é celebrado às pressas. O juiz faz a última pergunta ao elemento.
_Você a aceita como sua legítima esposa?
_É o jeito, né, doutor?
_Policial, se ele não responder direito pode prender!
_Você a aceita como sua legítima esposa?
_Eu num queria não, mas é o jeito , né, doutor?
_Soldado, encarcera esse safado!_Como se isso adiantasse!

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 24/10/2007

A SERENATA DOS BOÊMIOS

Pelo que se conta, os boêmios importunavam os ditos amancebados serrando lata e cantando “deixe essa vida!” como se chorando. Outro alvo eram as vitalinas, por aqui tinha três irmãs que eram acordadas todas às madrugadas por uma mesma dupla.
Certa vez, os menestréis-mequetrefes iniciam o ritual.O dedilhado no violão denuncia a cantoria enluarada.
_ “Noite alta, céu risonho...” _A janela se abre, as três esvaziam seus penicos na cabeça deles.
_ “Lá vai mijo, sem-vergonha!”.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 24/10/2007

O BOÊMIO PEDE ARREGO

Certa vez, um sujeito que não levava desaforo pra casa, virou até folclore, e que gostava de cochilar no bar de bêbado, conta-se que era muito forte, é acordado por um zoadento também chumbado que não parava de tagarelar.
_Cala essa boca! Tá vendo que eu quero dormir, não!
O boêmio fala é mais alto ainda.
_Cala a boca, felá da puta!
O zoadento saca uma faca, segue na direção do dorminhoco e lhe enfia na barriga.
_Quer no cu ou quer na bunda?
O outro toma a faca, jogando bem acolá e aperta o pescoço do boêmio com as duas mãos. Já quase sem fôlego, o tagarela grita.
_Socorro, polícia! Ele vai me matar! _A força policial “socorre”, o levando para a cadeia.
AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 24/10/2007

A PESCARIA

Dois amigos pescando, um pegava com a tarrafa e repassava o outro guardar no landuá. Na radiadora da matriz um conhecido punha a música: “Tá, tá, tá, tá na beira da lagoa, o sapo tá na beira da lagoa...”.
_Esse fela da puta não tem mais o que fazer, não?_Diz o pescador irritado com a música.
_Pois é, mas que hora é que a gente vai fritar esses peixes? Já tá escurecendo.
_Não, eu pesco só por diversão. Segura outro aí.
Pouco depois, o pescador muda de idéia.
_Macho, eu tô pra aceitara a tua proposta. Já tem bem uns vinte aí, né?
_Nã, aqui mesmo não!
_E os que te joguei, cara?
_Tu não pesca por diversão?
_É.
_Então, eu soltei por diversão.
AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 24/10/2007

UM BOÊMIO NO CARGO DE CONFIANÇA

O antigo secretário de obras do município, eu nem era nascido ainda, pelo que contam alguns, era um sujeito metido a boêmio, nunca perdera a calma nem o jeito malandro de ser.
Uma de suas artimanhas foi falsificar os documentos de identidade, título de eleitor e C.P.F. para dar um golpe certeiro na previdência, aposentou-se com seis anos de antecedência.
Outras de suas presepadas foi contratar dois funcionários fantasmas para todas as obras públicas. Um dia o prefeito desconfiou.
_Quem é esse tal de Malaquias, que trabalha em todas as obras e que eu nunca vi?
_Seu prefeito, é um jumento, senhor.
_Jumento?
_Sim, é o jumento do secretário; foi comprado por cem réis.
_E esse aqui, também não aparece?
_Esse aí é pago como pedreiro pra levar o bicho pra pastar toda tarde às 15 horas.
Dizem que o tal jumento até título de eleitor possuía. E pior, assinava na cédula de votação como Malaquias.
AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 01/11/2007

O MALANDRO DA QUERMESSE

Nas festas de Igreja era costume a realização de bingos e leilões de galinha caipira à cabidela, pra falar a verdade ainda existe. O que talvez não haja é o mesmo boêmio a tramar façanhas iguais aquelas.
Um sujeito de duas caras que era irmão do tocador de tuba, este quando ia tocar não conseguia tirar som do instrumento, pois o outro jogava todos os frangos possíveis no âmago do mesmo. O jeito era prosseguir com o golpe.
Bebendo, mais tarde, e comendo os frangos com farofa de tira-gosto; eis que lhe surgia vez por outra um tocador de trompete, trombone ou outro instrumento de sopro qualquer, com a boca toda papocada.
_O que houve contigo, meu amigo, tua boca tá cheia de calo? É por isso que eu não toco nada.
_Algum paspalho pôs pimenta nos bocais da banda inteira, já é a terceira vez._O amigo inocente nem imaginara estar se queixando para o próprio autor da tramóia._Esses frangos foram roubados da quermesse, foi tu?
_Eu ia muito fazer isso mesmo! Tá doido? Acontece que um cara passou vendendo aí por quinze contos e eu comprei.
_Quem era?
_Acho que é de fora.
_Sim, mas tem que devolver!
_Eu vou já perder meu dinheiro, tu não quer? Mas, se você me comprar eu vendo, na hora. Qualquer trintinha...
_Se tu comprou por vinte...
_É a inflação!

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 02/11/2007

BOÊMIA EM DOSE DUPLA

Um certo rapaz que trabalhava de pedreiro antigamente, além de entender de encanação, gostava de aprontar presepadas. Tinha um amigo que vivia de bicos, sendo peão, sem nunca arranjar emprego fixo; este era o comparsa predileto. O primeiro chamarei de Lucas e o segundo de Mateus para melhor contar essa história.
Lucas estava a mais de dois meses sem ser chamado para nenhuma obra e atolado em dívidas, precisava arranjar um meio de descolar uma grana. Então, teve uma idéia; como já era conhecido por desentupir fossas, bastava entupi-las para que alguém o chamasse.
E isso era fácil por que naquela época o esgoto ia direto para o rio, bastava entulhar os canos. Depois era só remover. Realizou a façanha inúmeras vezes sem que ninguém desconfiasse.
Mateus, por sua vez, invadia quintais alheios para roubar frutas. Numa dessas, o dono o avistou tirando mamão escondido.
_Desça daí, seu cabra! Esses mamões são pra vender. Se tu quiser um que compre.
_Então toma._O invasor joga algumas das abóboras na cabeça do dono e foge pelos telhados ao vê-lo com um machado na mão.
Mateus também era perito em arrombar fechaduras sem deixar vestígio. Por vingança, à noite, abre a porta da casa do feirante, sabendo que este estava bebendo em algum bar. Com uma goiva corta um montante das bananeiras do sítio, depois junta com um monte de feno e joga tudo na sala e cozinha alheia.
Ao regressar, o vendedor vendo aquela bruzundanga, completamente ébrio, exclama.
_Égua! Isso é uma casa ou é uma vacaria?
Conta-se que a dupla de boêmios roubou uma galinha, vendendo a uma mesma irmã oito vezes seguida. E como se não bastasse, os meliantes voltaram a roubar novamente da irmã para comer de tira-gosto.
No dia seguinte, os trapaceiros são intimados a depor.
_Eles me venderam oito frangos ontem e depois roubaram todos, seu delegado._Diz a freira.
_Não, senhor. É que lá têm muito timbu. O Mateus viu três ou quatro por aquele lado.
_Foram eles que comeram as galinhas, eu só vendi. Não tive nada a ver com isso!
AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 11/02/2008

A BONECA

Por volta de 1986, a mulher tinha falecido e as raparigas pegavam o dinheiro do velho sem fazer nada na cama.
_Meu pai, se preocupe não que eu vou arrumar uma mulher bem legal pro senhor._Uma boneca inflável, ele encomendara por um amigo de São Paulo.
Chamarei aqui o velho de Sebastião, o filho de Soares. O filho mais velho denomino Cícero e Paulo, o borracheiro.
Cícero, num acesso de raiva passou a faca na boneca.
_Como é que tu foi dar uma coisa dessa pro pai, macho? Falta de respeito, cara!
_Falta de respeito é tu furar ela sem vê pra quê. É melhor ficar com ela que deixar o véi com essas quengas que só levam o dinheiro dele.
Depois, Soares vai ao borracheiro, salvo engano, o único na cidade na época.
_Tem jeito não,_Diz Paulo._ mas tu deixa ela aqui sempre que eu tento remendar. Se conseguir, eu aviso.
Passado alguns meses, Soares voltou à oficina, adentrou abruptamente a casa do sujeito, um andar acima, e o avistou utilizando a boneca de seu pai.
_Tu disse que não tinha jeito, mas tá aí!
_Eu ia devolver, mas é que a minha mulher foi embora com outro... Daí, eu passei a usar a boneca.
AROLDO FILHOPacoti-Ceará, 11/02/2008

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

BUBBLE BATH

Venha kokô, ai
Bebamos côko do quinado pan de kaganis cacos
Um bubble bath em Nan Peidai
No baranco de tua shiri me perco em ais
Karuta curinga maculada de kagome
Jogo a kapa lírica na sentaki da imensa solidão
Desilusão; burako e city num mesmo country
Não sei se te espero ou desespero
Arigatô!
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará22/05/2007

ICE KISS

Sentir lalíngua sua sobre a idiossincrasia nua de Indiana Jones
Voar imerso no labirinto cósmico de seu sorriso irradiante
Poesia pura na aquarela crua da realidade
O Céu é ser seu, Felicidade
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 22/05/2007

SABRE


Leio o mundo sambista de Zé Keti
na vibrante voz de Negra Lee
Tomas Farkas revidente
Safíricas íris de Fernanda no revés dum maxixe
Andante nontropo con grazia em pianíssimo
Allegro saxofônico
Agoreios na simulação pitangueira do frevo
Allos menstréis nas reminiscências de caimmy
Alegorias do imortal Bezerra
Son et lumière
Boêmio bandolim traduz o sentido da serenata indizível
Arlequim toca lira com floreios digitais
Dó maior eletrônico
Raio de arraia no cais
Tênues tentáculos de estrela-sol
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 21/05/2007

LÁBIOS DE GOTÍCULAS


Noite nublada em serenatas de partículas
Manto negro enluarado pelo beijo gelado da chuva tempestuosa
Nebulosa mnemônica de segredos belos
Ventania fabulosa de cabelos
Orvalhos falho de moléculas labirínticas
Xamã saudosista chama abraços esquecidos
Chama víride envidraça-me a face das pupilas
A idiossincrasia de um toque labial desarmoniza a espiral do pensmento expressionista
Estou alado de gotículas sob o geográfico
Céu das incógnitas filamentais
Náufrago tonto no oceano dos dilemas fundamentais
Aceito no clã dos serafins elementais
Moro na matrix que Sarrus desinventou
Colho as estrelas bilaquianas de Olavo
Lavo o sonho de alicinos coelhos com teias maravilhosas de elétrons
Magneto Anjo Aqüifero trajando armadura fabricada com notas agudas de Chopin
A luz impressionista de vangog me consome e depois se faz sabre
As trevas de Poe modelam-se escudo despoético
Dos chapéus de Rubens construo elmo
Não adianta ser um druida d’arte quando a verdade é servida a la cart
Possuo todas as fraquezas cabíveis ao homem comum
Nunca passei de um mero natural de Homero
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 03/06/2007

ECO NOTURNO


Olho para o escuroTentando enxergar o invisível que nele se escondeE só me surgem os versos MeirellianosOnde?
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 11/10/2007

PIRACEMA


Arte, alopatia sem destino
Retriz, desatino semântico a romper-me lalíngua
Minha mente dói
Mente para acalanto inútil
Acorde soporífero
Idiossincrasia
Sons sapateiam esbelto mar
Piracema
Pindorama
Cassorotiba
Içá Cassico
Alçar vôo sem titubear
AROLDO FILHOPacoti-Ceará, 03/10/2007

LA VIRTUDE CROMUS


Nada sem símbolos saberei
A análise cognata gera esperança em melodrama juvenil
Ignorância profunda no advento da razão mais pura
Além do sentir imanente a leis verossímeis
Simbiose aparametral de silício
Reflexos perante complexos anexos à ideologias seculares
Parametafísica dialética sociopolítica
Numismática ideológica do desejo
Quanto pesa o pensamento perenemente incontinente?
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 2008

ARMORY DÉSIR


Anátema fideista ahl alkahaf te saluto
Filantropia Souk ya saidat alrara’irLubus nubiloso
Kana Kama maxa dove cambierá
Celeuma adequatio locutine seeds vicini piu
Célere quedar
Jasair number x’ir lo sa scrivimi
Pianíssimo tak raffiné dans les cases
Makhzen michui xahiar veuillez tarjeta
Microlepdóptero délfico prioritaire informatisé
Ecco inn aben!
Faraj bacda asda come stay
Indigang reggae alintac na almu’anasa
Aquavit dieaux elephant beer o meno
Brasiliansk sukkerosrom med saft ogsmastykkeraf limefrugt
karuta bubble bath kaganil’espirit mandelina respectro patrono passerálumus quelelê übe die produkte vivrailukket brondum bitte f6ullen vedraiglaçon babouches mit hurra tathatar shiribacante caapor kura marid to spread axéfugere urbem locus amoenus femme nueim medio est virtus inutilia truncatcarpe diem aurea mediocritas
Zagreus catu la palmaire dinasad domanititikkaena
Baal benemérito sufrágio sapera
Murucututú Mundurucú cudúru
Infimo give a hoot subverted yo sa po capire
Out puts wa-lkalb li-ashãb arrafimIxara nurudin bin Xansudin
Abu Camarusaman Kafir adil tête-à-tête
AROLDO FILHO

Pacoti-ceará, 25/11/2007

X’IR CONCERTANTE


IconoclastaIdiólatraIdiossincrasiaTryking indgang abenGuarda-valas lukket wa aknaf mufradFaire le pontLalinguismo autofáticoSolistas do autoritarismo instrumental macaqueadoFantasia para planoLepidóptero micronOcarina feedbackVitri vitrice vitimilogia vituperiosaBovarismo geo in petto impetuosId est imprimatur manu militariChi lo sa imbroglione impalmare grana no intermezzo?Quiça?Leader’sinnPlêiade plenariana ignealquimistaOurives délficoparlamentarKnow-how alífero ravissantEcco! Clã farabutto
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 14/05/2007


DOU ELO


Aface da morte reflete no âmago a pura essência bruta da vida maguiada de sofismas cristalizados
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 04/05/2007

PREGO TORTO

Poesia: marteladas brutais no âmago, pregando quem somos em nós mesmospara não permitir que fujamos à essência natura
AROLDO FILHO

Fortaleza-Ceará, 27/04/2007

MESTRE DE OBRAS

O engenho duma frase não faz o mundo, mas ergue o caráter de seus arquitetos
AROLDO FILHO

Fortaleza-Ceará, 27/04/2007

COMPLEMENTO

O fracasso do fraco é o sucesso do forte
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

O sistema é o foco da circunstância
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007O

medroso fomenta a batalha armado com migalhas da destruição maciça. Seus artefatos fomentam a arrogância da mutilação holística por ignorar o dínamo potencial do pensamento
AROLDO FILHOPacoti-Ceará, 15/04/2007

ASAS DA REVIRAVOLTA

VoltaRevolta turva
Reviravolta vira voto vivoVeta a curva
Revira ribalta
Vinga viravolta
Vê além da massa de modelar
Viva a repolítica do ver!
Cego chego
Paralítico ego
Surdo reforma a forma
Mudo aconchego
Sossego a repensar mente
República pública
Id tiro
Retiro partição
Repartição modelo
Partir por ti
Partos da revolução sem pastores
Reparto rotas
Pastores partidos repartidos
Ré, voltas?
Partidas rotas
Start!
Reticências quilombólicas d’art
Essência de passos e repassos sonâmbulos
Perto do paço modelo plumas faiscantes
Desperto o ser inteligível para alçar o abismo do indecifrável
Reta virtual da virtude do compasso angelo surreal
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 27/04/2007

O pensamento bem direcionado é precursor do caminho aproveitado
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

O pavor nutre a pane dos nervos : coluna cervical do mundo
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

Demonstras o que sinto não é irracional
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

O ELO COM A VIDA
Afeto, movimento harmônico da paz

Vida, sentido da razão bruta em ação
As seguras garras da virtude abrigam a verdade à qualquer latitude
A farsa fabrica ferimentos fortes
Num duelo ferrenho com a morte nascemos
Aceitar a derrota certa não nos impede de procrastiná-la vitoriosamente
AROLDO FILHO

Pacoti-ceará, 15/04/2007

MAIÊUTICA

O vício do oprimido pare a virtude do opressorAROLDO FILHOPacoti-Ceará, 15/04/2007
A vitória da guerra se dá pela mente
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

Forte é aquele que apascenta
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

O caos é a tempestade da ignorância
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

Os oprimidos não são fracos, apenas estão indefesos
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

A revolta é tão humana quanto nós, meros seres que sonham com a divindade inalcançável
AROLDO FILHOPacoti-Ceará, 15/04/2007


Vagabundo
Essa palavra me irrita, mas desconheço sua mácula natura
O trabalho é fruto da política e não algo que cura
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

O dever batuca meu peito
Não sei com qual direito
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

Qual a diferença entre nobreza e mendicânçia?
Um dueto cancerígeno da mesma instância
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 15/04/2007

TEIA

Há uma linha tênue entre ser presa e predador
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 17/05/2008

CRISE COPÉRNICA


AXIS MUNDI

Tudo que vejo é pouco, um quase-nada que me molda nesta jaula funesta e febril da razão
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 28//02/2007

SIGURD

A vida é mera mentira inacabada
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 28//02/2007

NEFERTÁRI

Chega de pensamento, é hora da ação
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 28//02/2007

TUTACÁMON

A dependência cega
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 28//02/2007

MINERVA

A consciência sofre distúrbios neurais
Nada é nem basta para conter uma verdade acabada
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 28//02/2007

DURGA
Fé, incongruente sustentáculo
AROLDO FILHO


Pacoti-Ceará, 28//02/2007

DALÊJA

Jamais serei quem sou, embora a essência não mude
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 28//02/2007

SUÁSTICA

A ditadura é inerente a todos os regimes, ela apenas se camufla, todavia, nunca morre
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 03/03/2008

SÚLIS

O tempo é um fator virtual norteador no orizonte ortogonal do entretempo atemporal cosmopolita
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 28//02/2007

ZOROASTRO

Se o Latim é a língua de Deus, Ele fala latindo, logo; é cão voraz: Pitbul raivoso a morder a humanidade tão atônita e exótica que defralda a si mesma sem refletirou talvez por crueldade pura e abrupta; bestial
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 28//02/2007

XABÁ

Homem, besta: fera em evolução
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 28//02/2007

PERCEPÇÃO

Os sentidos humanos estão muito aquém do necessário para sentir a realidade tal qual é
A imaginação tenta transcender a misturar as informações armasenadas pela memória
Mas é inútil, captar a verdade original nunca nos foi possível, nem sei se será
Uma vez que a degradação física afeta profundamente a percepção
E ela surge em esmagadora velocidade
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 22/03/2008
CUBISMO
Seconde considération intempestiveDe l’únité et de línconvénientÉtudes historiques pour la vieNon lieu de la mémoireL’amnistie et de son contraireUsages de l’oubu volonté puissance hassidinAinsi parlait Zarathoustra inactuelles apeironShiva Parvanti Vishnu AvatarPolygéthes laicismo Dioniso Locke ZagreusTitãns elementaires gano proteiforme órficoKléos pletona corolário fortuita KitsckEngendramento desterritorialização vis inertaeProbidade cassico dândi lólis bombordinoDecantador de simonia, Simone aysso femmeZimmers birth moáis apogeu spen largo HélioColossu hirara efêmero vulcanoBona Dea Galatéia Flora DomusCommentairii de Belle Galico aureaKaiser voluerubt hoc jácta alea estiloVoller tod und lebem in den mund ich ahneLest es einem vom angesicht apfel birneDies Kommt von WeitKlar zu werden, wach und transparentWird euch langsam namenlos im munde!Riesig wenn es sie erschmeckt
AROLDO FILHO

Paco-Ceará, 26/11/2007

DADAÍSMO


La theórie chrétinne conçoit l’ássociation que la sociologiePositiviste pour la société des croyants humaine en généralL’Eglise parfaitemente comme dans le un sens réelOrganisme même sive natura volonté de puissanceMéthode léternel retour dramatisation belles letresBulletin française de Philosophie dialogues suggneiaÜber wahrheit und Platon Lüge im aussermoralischenBergsonisme sinne différence et répétitionWorks of Aritotle was ist das die l’étant-Être arriveDu ambiguïté em manieres ti est multiples á l’éclatParaître ei esti proprement dit plusieurs sensDeleuze une vie et son dubre dramatisation AufhebungHerrs chaft und knechtchaft statuos quoPhänomenologie de geistes acéphale prêt-à-porterEffondremente Aion versus Cronus gostherbusterCommunauté qui vient quis frêmito d’eternité?Cur de désir ousia quid funes ubi et memorioso?Quibus Unzeitgemä Be betra chtungen?Auxiliis to on to aplós legómenon légatai polachos?Quomodo the unqualified term being has several meanings?Das seiend-sein Kommt vielfältig zum scheinemGrosso modo Álaston Phéntos Mêmis MnêmosýnêLésmonsuné Kakôn anamnésia Alétheia LéthèHipnos Tanátos Poligoto chárites
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 26/11/2007

PROFILAXIA NEBULOSA


Mon seul désir cilibas beati pauperes viciPanem et spiritu veni circenses et vidiAy no sabes cuando pesa un nurto materiae invenitHoc est simplicissimum homo iste statum quartumExistentian hoc factum dubio sine dei probatNiños-en-cruz no problema w’ell keep lookingI killed them anynay nicely done ex-nihiloWith very special tranks to her summa felicitateGot il wrong wasn’t those two a good look at themWait outside, please tak you are from immigrationWhere is she? Follow him d’you get that?Go to the picture-framer’s shop but whait for him thereCheck out the villa make the call knife is hootVery good tamén sera quae libertasJe ne parle pas le portugaisJ’ai perdu ma plume après moi dans le jardinDe tante le déluge à quelque chose malheur est bonA tout seigneur tout honneur repocheL’État c’est moi le roi est mort sans peur et sansLe léon est le roi de animaux, vive le roi!Tout le monde et son père et pour causeExcusez du peu commet s’ppelle ça indexMon ami, comprendes pas finit bien qui tout estPerdute tuta dinare quelle que speranza senzaEntratr ogni voi ch’entrate lasciate virtùSalus la plêiade oeuvres complètes mônadaMille plateaux la la pensée nombrante le subatoAu m~eme litre que l’élévation ou conatusEthos l’abaissement Histrião de la température
AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará, 26/11/2007


RENDA
A mídia estimula o crescimento hormonal das crianças e infantiliza os adultos, para ela é fundamental que a sociedade permaneça com a idade intelectual adolescente, a fase em que mais se consome.A arte, que visa alcançar a massa, e para isso se vende por encomenda, busca o puro entretenimento do expectador, que se acostuma com a violência mostrada em jogos de missões milicas e sem conteúdo realmente Intelectual.O criador perde sua função política para ascender depressa, constrói em série, o que não lhe permite aperfeiçoar cada obra. O público, diante de tanta arte, fica cada vez mais ansioso, e ânsia é quesito ideal para o capitalismo, onde movimento vira renda.
AROLDO FILHO

Pacoti-ceará2004