quinta-feira, 19 de junho de 2008

RECOMEÇO


RECOMEÇO

CAP1: REPORTAGEM PRIMA

Mani: _Você enfrenta muitas dificuldades?
Sírio: _Claro! Já viu alguém de cadeira de rodas que não sofra?
Mani: _E você?
Antônio: _Não!
Mani: _ A mesma pergunta para você que tem boas pernas.
Edimilsom: _Ter pernas é tudo por acaso?
Luís: _Ei, hermano, ali é a casa de um cantor. Porque não o entrevista?
Mani: _De onde surgiu o nome de seu novo C.D.?
Ademar: _Veio de uma música que relata poluição, guerra, desmatação e fome, ou seja; a “Expressão da morte”.
Mani: _Qual sua primeira composição?
Ademar: _ “Adoção”, fala sobre a solidariedade de um casal ao adotar uma criança órfã, que, aliás, é seu terceiro entrevistado de hoje, seu tio-avô e meu irmão adotivo, Edimilsom.

CAP2: O HOMEM ELÉTRICO

Noite chuvosa, Dr. Douglas faz experiências científicas. Lá fora começa a relampejar, um dos raios transforma Augusto, filho de Dr. Douglas e Eloíse, em uma mistura de coruja, águia, morcego, gato, abelha, aranha caranguejeira e formiga rural.
Os mutantes daquela e de mais seis cidades foram algemados, ao saberem disso, Dr. Douglas e Eloíse fugiram com o filho para longe e bem a tempo, pois as sete cidades foram destruídas entre tiros e bombas das forças armadas e a revolta dos mutantes.

CAP3: A BATALHA INFERNAL

Jonas e Aufred conversam sobre o desaparecimento de Édgar e Zinon Iacopt, quando Aufred avista uma mulher e vai ao encontro dela.

Aufred: _Como você é bela, casa comigo?
Angeline: _Já sou casada.
Aufred: _Meus pêsames.
Não muito distante dali, um diálogo mais romântico.
Dara: _Aceita namorar comigo?
Hálidez: _Lógico, eu duelaria até com um leão por um beijo seu, minha ninfa!
Dara: _Corajoso! Herdou a bravura ou a lábia da família?
Hálidez: _Quem não se arriscaria pela beleza de Dara, que com firmeza meu coração incendiara, para a qual a infalível flecha do amor me destinara? Quem por pura beleza merecia ser coroada deusa das estrelas, as tais mesmas brilham mais quando Dara olha para o Céu, que a envolve igual véu de ternura por sua existência, mesmo o Sol tem a imprudência de amá-la, quantas vezes ele chora por não poder tocá-la, o próprio anoitecer se cala pela doce ilusão de que um dia ela o toque e o beije, mesmo que de leve. E uma coisa é certa, sem Dara a rua é deserta e a não amá-la nenhum coração se atreve.
Dara: _È, você fala bem.
Hálidez: _Para você entrego o mais completo amor vivo, com você me torno imbatível e por você realizo quase o impossível.Já que dom é intransferível, porque não usá-lo ao auge do infinito?
Em outro local Handir e Nélio comentam a vida de Gonsala e Potaci, mas Handir abandona o amigo e vai até uma moça chamada Odlora Laura.
_Sabia que eu nunca me apaixonei antes, até vê-la?
Ela sorri e diz: _Você não mente nada, não é?
_É sério! Você acha que eu mentiria para uma coisa tão bonita assim? Já que seus olhos são verdes permita-me ler um poema em homenagem a eles, você gosta?
_Sim, você mesmo que escreve?
_Sim.

VERDIAR

Seus olhos verde-esmeralda
Iluminam meu caminho
Até sigo de mansinho
Por causa desse verdiar

Minh’alma se encanta
Enquanto corpo treme
Chega coração se espreme
Que é para não se apaixonar

Necessito de carinho
Quero a encontrar
Abracei verde espinho
Por que me fez lembrar

Desses olhos tão lindos
Quase bailarinos
Que se encontram com os meus
Só para amor me atirar

Chego a ver o infinito
Em meu peito aflito
Não existe horizonte
Apenas de amor um monte

Por essa mulher bela
Que em meu sonhar é Cinderela
Na cama quente da paixão
A cada doce instante da ardu’embriagante emoção

Esses magníficos olhos enverdiaram minha mente
Meio que me deixam descrente
Diante a tamanha beleza natural
Não resisto amar esse verde angelical

ATLETAS DA AUDÁCIA

Nesta terra de passados derrapantes
Nos escondemos das guerras dos gigantes
Estamos pela própria sorte
Nascemos entre a pedra, o peito e a morte
Mas se abraçarmos a vida
Com a mais pura confiança
Estaremos nos tornando atletas
Da audácia e tolerância
E o mundo desses
É muito mais excitante

Em uma cidade vizinha Luís escuta uma poesia de Elias:

CONSERTO

Hoje que o homem já viu de tudo, cá estou eu, um desconhecido total que surgiu para evoluir e fazer ele, o homem, presenciar situações novas.

Reacender nele o entusiasmante admirar pelo novo, criar em suas obras a construção da fraternidade, abrir-lhes os olhos para a verdadeira vida.

Encher-lhes a mente com boas metas, torná-lo sensível a causas nobres, acessar seus sentimentos mais secretados.
Causar-lhe dor, arrancar-lhe lágrimas vomitadas com ódio, humilha-l e feri-lo.

Essa foi a missão a mim confiada para que ele tome consciência de toda a angústia que sofrem os rejeitados, para que ele saiba de qual massacrante é sua ação e seu descaso pela sua espécie.

Para que um dia ele olhe para trás e tenha coragem suficiente de recomeçar com mais vigor, e tenha fôlego bastante para nunca deixar seu planeta, sua gente, suas florestas morrerem, pois ao mesmo tempo em que ele é responsável por, também é parte de um esplêndido pedaço do Universo. E deixa-lo morrer seria o gesto mais absurdo que já cometera.

Eis-me aqui na função de buscar na zona mais escondida de seu ser a virtude necessária, um pouco de fé na bondade junto com um pingo de sensibilidade e vontade disposta a construir seu auto-melhoramento na busca de dignas condições de vida para todos aqueles que sofrem.

Sem distinção.

Luís some, aparece em um lugar cinza, luta com vários adversários, começa a lançar raios elétricos ao mesmo em que se multiplica e foge de enormes cães. Ele entra na caverna dos quatro demônios: Fágner, Hádige, André, Deniepanc, que lhe propõem aliança a fim de destruir seus inimigos; os deuses:
Aguiles, Ugo e Henri.

Luís olha em volta reconhecendo aqueles que Deniepanc dizia tratar-se de “alunos” seus, porém percebe que esses apenas desejam acréscimo de força para retornarem em fuga para o planeta Terra.

André entrega armaduras pesadas enquanto movimenta as mãos abrindo quatorze estradas em uma espécie de “jogos de arena” em que cada participante seguiria por uma via distinta onde enfrentariam gigantes como forma de treinamento.

Embarcaram nessa juntamente com Luís e foram tele-transportados por Hádige a mando de Fagner: Zinon, Édgar,
Nélio, Odlora Laura, Handir, Gonsala, Potaci, Elias, Aufred,
Angeline, Hálidez, Jonas e Dara.

De repente os “alunos” estavam sendo acordados por:
João (santo), Suzie (chefe da Legião Angélica Celeste), Eloíse (professora), Dr.Douglas (cientista), Isabele (princesa), Ademar (cantor e compositor), Isadora (enfermeira), Carlos (engenheiro), Antônio (agrônomo), Carol (empresária), Augusto (estudante), Amadeu (cantor, compositor e poeta) e Heitor (lutador de Judô).

Destruíram o Universo na batalha, mas apenas os demônios faleceram.

CAP4: UM NOVO UNIVERSO

Escorado em um canto, um menino treme de frio, ele foi o único sobrevivente da lista de Sírio, a maior gangue de tráfico de todos os tempos, também é como se chama o líder desta.

O poder bélico desta quadrilha é tal que todos os países se uniram, antes da destruição do universo é claro, passando por cima das “guerras santas”, do passado de atritos, enfim, no mundo as atenções estavam voltadas nela, fazendo até mesmo os mutantes serem esquecidos.

Eu, Mani, tio de Augusto, irmão de Dr. Douglas, Luís, Elias e
sou filho de Rildo Alex Tal Paco, que é filho de: Amadeu e Isaura; filha de: Antônio e Carol.

Eu e o menino inventamos uma arte marcial, o I.T.I.E.C. (Incoloridade, Transparência, Invisibilidade, Especialidade e Combate).

O guri era Augusto e estava acompanhado dos mutantes: César, José, Veloso, Ronaldo, Carol (sua trisavô), Edimilsom e Elias (seu tio); Decidimos formar um grupo batizado de Clube dos Poderosos (C.P.) com academias que mais tarde se expandiriam, e quando menos esperávamos, todo o mundo praticava o I.T.I.E.C.

A Terra some em meio a um certo brilho, que de imediato identifico: _Poder. Uma certa batalha acontece no espaço, e porque será que não morremos?
_Talvez porque poder não desfragmente quem o possui. _Responde Elias.

Augusto e Carol atravessam uma barreira incolor, da qual fui o último pois demorei a aceitar que o Universo havia desaparecido.

CAP5: RAIZ

Ao chegar noutro Cosmo deparo-me com uma enorme briga do Clube dos Poderosos com a gangue de Sírio, em pânico tento voltar, esbarro justo no chefão.

_O que é isso, rapaz, onde escondeu seu “espírito de equipe”, já iria abandona-los?
_Adquiri poder a pouco tempo.

Sírio ataca-me, com inúmeros batalhões de seu exército. Quase em desmaio, já não reagia, quando apareceram a meu favor dezoito personagens entregando-me canetas artesanais fabricadas a partir de pau-brasil, eram eles: Francisco (Zumbi dos Palmares), Obaluaê, Pacoti, Tupã, Saci, Cuca, Lobisomem,VampiroGanga Zumba, Jaraguari, Emília (boneca de pano criada por Monteiro Lobato em “Sítio do Pica-pau Amarelo”),
Mula-sem-cabeça, Anhanguá (Iara), Uauiara (o moço boto), Cobra-Norato, Curupira, Iracema (romance indigenista de José de Alencar) e Poty (também de José de Alencar).

Usei meu “Efeito-Catapulta” para eliminar meu antagonista.
Ganga Zumba, Obaluaê e Pacoti põem em minhas mãos uma raiz especial tirada na capoeira enquanto Francisco brada: _Segure firme, isso aí é o Recomeço! _Disse isso apontando para a raiz.

Saímos de lá rumo a outros Universos.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará

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