terça-feira, 11 de março de 2008

LABIRINTO CÓSMICO

Fotografei teu pensamento
E me vi ali
Figura desumana e vil
A violar-te os anceios e segredos

Tive medo de ser tragado pelo coração em chamas
Desse amor gue proclamas a esconder
Não sei se quero a ti ou a solidão
Já que a vida é um pavil armado

Quem escondeu os fósforos?
Que hora é a explosão?
Qual nota tocar?

Imerso em álgida reflexão
Horas a fio a velejar
No sideral-espaço me perdi

AROLDO FILHO

Nenhum comentário: