Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

domingo, 23 de março de 2008

PLUMAS DE PAPEL


A poesia é a propagação de mim
Propaganda de minh'almafrasinacabada
Compondo-me em Anjo Tinteiro
Fração do homem derradeiro que fui
Armadura de sonhos e plumas de papel visto

A naufragar pelo Céu dum âmago de teu olhar
A fim de mensurar semblantes simbolistas
Dentre os quais o teu é paisagista
Canto para acalanto simbolpaisagparnassurrealromantiarcadiconstrufuturmetafisiccubluminexprecimprecpremoderndadaindinacsaldrealnaturalbarrocondoreirístico cansado de voar

Quero emancipar meu alfabetfilamento
Sobre o sabor amargo do saberincandescente
Rasante veredcachoeira
Afogo o mar-medmortcaspidvermelho
No oceano Pacífico do transeunte navegador
Lanço lanças ao mundo
Lenços leves feridos nas mãos d'indigentes
I e Ê, migrantes
Lanternas atingem aos moradores da Noitignorância
Sou um deles a vagar pelos dias
Armado pelo quente amor duma caneta vazia d'arrogância

AROLDO FILHO

terça-feira, 11 de março de 2008

SONATASSINAPSE

Solidão é constante invariável
Análise morfossintática da razão
Imanência neurótica à reflexão
Consciência sinistra no âmago da questão

Assertiva em lalinguafeedback
Idiossincrasiastakeholder
No íntere ignorante certeza e fatos difusos
Diáfana teoria de um campo opaco

Efeito-borboleta matematicamente incógnito
Parapsicologiametafisicobioquímica, Pompeu-secutor
Hercólubos-Zagreus, sintagma

Viriato-Aníbal-Sigurd, átomo
Vercingetórix-Átila-Há, tsunâmicas maminoramas
O poetateu arquiteta sonetos sem prima donna

AROLDO FILHO

LABIRINTO CÓSMICO

Fotografei teu pensamento
E me vi ali
Figura desumana e vil
A violar-te os anceios e segredos

Tive medo de ser tragado pelo coração em chamas
Desse amor gue proclamas a esconder
Não sei se quero a ti ou a solidão
Já que a vida é um pavil armado

Quem escondeu os fósforos?
Que hora é a explosão?
Qual nota tocar?

Imerso em álgida reflexão
Horas a fio a velejar
No sideral-espaço me perdi

AROLDO FILHO

CAOS

A personagem central
Em sua nudez esquecida
Travestida de nu
Estatuária miragem da metáfora

Onze caos bailantes ao redor de si
Passos seguros
Quase imperceptíveis
Por tamanha lentidão

Não seria melhor por uma estátua
No lugar da atriz?
A peça que dá sentido à peça

Mal chama a atenção da platéia
Nada que impeça a crítica aos tempos atuais
Numa linguagem sem idioma

AROLDO FILHO

DICOTOMIA

Uma ruiva de verde na escuridão imensa
Parapsicologia dum balet mais puro
Transcendental
Epilepsia contrastante ao piano

Planos tricolores em verde, vermelho e azul
Batida eletro-contagiante
Seria a cruz proposital?
Balarina-marionete ou musa sonhadora?

Efeitos simples e precisos, preciosos
Jogo luminoso e sonoro da razão confusa
Sonho difuso na ficção teatral

Treze vagalumes-sapiens que a platéia adora
Enverdiaram minha mente ausente de maneira tal
Que o víride a mim se fez imanente

AROLDO FILHO

TRIS MARKER

Quero me encantar mas nem sei quem sou
Creio que a própria racionalidade consagra o ideal fantasioso
No devém impastorial desdenhoso desdesejo dèsir
Nada faz sentido
Tudo chi lo say est
Cosmologicamente falando o mistério desconstrói a me
As sinapses que penso, despenso, penserai
Holístico parcial, imparcial, tríplice tris lumière
Complexo da complexidade desestrutura meu senso
Dúvidas d'uno quilate polivalente abocanham
Todos os sonhos dos quais guardo patente
Certezas afiam a verdade, dela cego sigo
Uma tristeza estranha abate a paz que sinto
Às vezes a aventura é curar esse tédio
Desventura de quem vive, a morte futura e incurável
Vida é mero acaso in natura
Hedonê, meio termo d'assinatura

AROLDO FILHO

PUMA

Solidão, não tenho tempo para ti
Nesta vastidão universal
Foste atravessar fusto meu caminho
Deplorável essa ânsia sei lá de quê

Paliativo cintilante, nem sinal. Real ou ideal
Sonhos absurdos me fazem pairar
Noutras paisagens utópicas, transcendências
Eu super-herói: amadurecer não é fácil

Arranque em mim tal tristeza afluente
Leve-a pros teus entes d'espuma
Advenho presa-puma preso sem mapa

O labirinto apruma pruma ruma
Rumo
Rumor

AROLDO FILHO

EUGLENA

A vida é higiene natural, movimento; batalha por essência
Defeito universal, decadência
Inerência à força, transcendência
Antítese da estagnada perfeição, desequilíbrio em cadeia
Ação e cadência
Ciclo de maquinários evolucionais

AROLDO FILHO

sábado, 8 de março de 2008

ESTATUTÁRIA

Se os recursos terrestres se exaurem, tudo idem. Então, o Cosmo é finito e o que está em expansão não abrange seu todo mas partes que incham aparentemente, do contrário, haveria multiversos, como afirmam alguns cientistas.

E se juntarmos esses multiversos com os espaçamentos entre eles, que nome dar a isso, Superverso? Primo pelo bom e velho Uni ou Oni, quem sabe.

O caso, é que a essência das coisas é a mesma, logo, o meio não ultrapassa a eqüação de si mesmo. Todavia, de forma alguma entendo como a vida emana do inanimado, a luz das trevas, água do fogo, etc.

Essas contradições irracionalizam-me a razão pretensa. Parece um quebra-cabeça quântico, lego universal de possibilidades ideológicas perenemente multiforme, enxadrismo estatístico da elasticidade inata à estática natureza em espiral, aspirante daquilo que exala.

O existente compõe um tabuleiro amplamente complexo de peças que se coadunam (construção) e desligam (destruição) em movimento desigualmente paralelo e perpendicularmente transversal, numa evolução estagnada entre o findo e eterno dualismo: trivial transcendência do real imaginado.

Menos certeza tenho quanto mais sei. Dúvidas perpassam o âmago do caráter solidamente liqüidificado na moldura mística do ceticismo lítero-iconoclasta.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 08/03/2008

BEIJO EFÊMERO DE PSIQUÊ

Teu beijo é desigual iguaria, criatura serena
Os deuses te clamam a inestimável existência de prová-lo
Sem ti não sou, sentido me some
Contigo perduro o deleite puro da vida, amor-perfeito em miríades
Querida, conceito do afluente desejo efluente
Candura, oásis orvalhada de sonhos
Ternura, imanência da beleza divina
A verdade te pede licença para contemplar o brilho que emanas
Certeza, és imagem que seduz com louvor e maestria
Anjo, transcendência de mulher em serenata de perfume
Encanto, um ateu te adora
Musa, sou Deus em teus braços
Teus abraços me controem, literatura
Há primavera em ti, estimável criatura

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 08/03/2008