sábado, 12 de janeiro de 2008

ROTINA

Rota, bater sempre em tua porta
Rota, é a cesta que trago de gota em gota
Retilínea afoita, é rota a saia da garota
Rio áspero, mergulho para emergir orvalhos

Alma em frangalhos
Auréola
Frango e alhos
Galhos, cascalhos de aura

Buraco-negro
No estômago d’um mendigo
Supernova da fome
Balas de alucíneo

Burlar empecilhos
Cai da lua
Bebi aluá
Morri para me exaltar

Reticências roucas
Medo de errar
O Inferno é transparecer
O Céu, te conquistar

Seu Armando!
Seu malandro
Com tal meandro, que estará armando?
Diz Amalie, quase sem ar

Ao término da ópera
Sucesso na operação
Fim de uma canção
O deserto da noite me consome

Acho a tal flor
Meu amor some
Presente ignorado
No presente, tenho um coração ausente, que me foi roubado...

AROLDO FILHO

Pacoti, 20/12/04

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