sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

DIADEMAS

Às vezes, o poema não cria asa
Então, lembro-me de ti, musa brasa
Estou em casa no teus braços algemas
Pairando sobre o Sol se por diademas

Queda livre da torres gêmeas diamantes
De amantes arranha-céus arranham chão
Ouço um clarão do perfume beijo fantasia de teus lábios de rainha
Abraço o sabor fugáz da tua imagem sonho de macia pele

Que se repele ao dia perante a verdade enluarada
Divas sentem saudade na claridade da jornada
No ocaso da jangada adornada
Ou no acaso da razão arada?

Penetro o seio da Terra
O pára-quedas não abriu
O tempo para mim sorriu
Um sorriso fúnebre de querras

Levanto banhado em poesia
Pássaros seguem minha via estelar
Vão te buscar atrás do monte de pedras
És aurora, no canto sinfônico do sabiá

AROLDO FILHOFort-CE, 25/03/2007

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