Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

sábado, 12 de janeiro de 2008

AUGUSTO


AUGUSTO

Augusto não compreende o porquê daquela semente na cabeceira de sua cama, grita por seus pais, repara que seu quarto era, no mínimo, muito estranho, não tinha nenhuma lembrança daquele local, muito menos daquela porta metálica ultra-reforçada.

O prisioneiro tenta arrombar a socos e pontapés a única passagem do recinto, esqueceram de por janelas, suas mãos sedentas ao entrarem em contato com a semente possibilitam o desenvolvimento desta.

Um arbusto surge aos poucos, frutos alimentam ao preso confuso que decide fazer armadura dos galhos, folhas, sementes e espinhos, e um desses últimos serviria de gazua para o piá. A cama também é utilizada para retoques finais, as molas dão impulso e velocidade, o colchão conforta o interno da vestimenta, a madeira é obra das asas, elmo gládio e pavês.

_Colibri, é assim que me chamo. _Falou consigo.
_Onde pensas ir? _Diz a sentinela.
_O Bem-te-vi vomitou carniça, o Burro morreu, no entanto, meu pingo d’água é bem distante daqui.
_Pegue e vista, seja um dos Abutres como nós!
_Sou Colibri, não Abutre, seguirei meu destino longe de vós. 

Antes ser ave solitária que ter como vizinhança carniceiros, que em vez de zelarem pela vida vivem alimentados da Morte.

Os Abutres tentam capturar Colibri, que os acerta com a espada, o escudo, uma armada e uma chapa rodada, e levanta voo rumo a um destino a se construir.

Aroldo Filho

Nenhum comentário: