Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

sábado, 12 de janeiro de 2008

ANJOS


ANJOS

CAP1: A MISTURA

Um garoto escondido permanece na escola esperando a madrugada, ansioso por uma chance de ficar no laboratório de ciências isolado das críticas e cortejado pela liberdade de criação, contudo, acaba trancafiado no armário azul da sala, proibida para os que ignoram os efeitos fisiquimibiológicos.

Mateus, o guri preso no armário, era bastante esperto, planejara cada passo, alguns colegas arranjaram-lhe muitos produtos químicos, criam cegamente em sua capacidade de criação, suas fórmulas e explicações de novas teorias pareciam tão perfeitas quanto complexas e exóticas.

Tudo de que precisaria era de um laboratório, a oportunidade de provar a autenticidade das formulações que inventara.
Primeiramente saia-se da clausura com auxílio de uma substância ácida espalhada sob forma de um quadrângulo e um chute; estava fabricada a semiporta.

A roupa do menino maroto continha inúmeros bolsos internos tanto na blusa como na calça, em cada deles amontoava vidrinhos repletos de substâncias não permitidas, na mochila outro tanto.
Bloco e caneta a mão, iniciada a operação, os acréscimos de informações eram cautelosos, precisão é a alma das grandes descobertas científicas.

Mateus fez um cálculo errôneo e de repente uma fumaça colorida toma conta do lugar. A porta é arrombada sem muito barulho, a fumaça some.

_Mãos ao alto! _Fala o estranho._Seu polic...(não é policial, cadê a farda?) _O garoto se dá conta de que está defronte com um ladrão.

_Não atire! _Implora o kid.

O bandido abre a jaqueta, como para guardar a arma, no entanto, pega o silenciador, encaixa no calibre e atira no mirim.

CAP2: A REAÇÃO QUÍMICA

D.Júlia, mãe do piá, sente a falta do curumim à noite, chama Seu Lucas que conferia a cama vazia.

_O telefone da escola não atende! _Grita a mulher exasperada.
_Ligue para a polícia que irei sair a procura dele._Vou com você.
_Não, alguém deve estar em casa quando nosso filho chegar.

Seu Lucas avista um incêndio no colégio onde seu piá estuda, os bombeiros, atônitos, chamam ambulâncias.

Bandidos em chamas eram jogados para fora da escola com uma incrível força.O pai por via das dúvidas, indaga a José Felipe, um dos bombeiros, se não fora avistado um moleque no recinto ardente.

_O que uma criança faria no meio de tamanha incandescência?_Sabe-se lá, meu curumim sumiu, sabe? Minha mulher está aflitíssima, acontece que o kid estuda aí.

Nesse momento surge o moleque jogando três delinqüentes pelos ares, brada forte: _Apaguem-me esse fogo!O pai corre aos pés do piá: _Queimou-se, meu gene?_Que nada, pai, força de expressão, um desses idiotas atirou em mim, entretanto, meu campo-de-força protegeu-me, e além, com a explosão, ganhei a força de um tubarão-baleia.

Esse é o resultado de minhas experiências submetidas ao calibre de um imbecil com seus revólver e silenciador. Veja como silêncio não cabe à ciência.

CAP3: A RESSURREIÇÃO DE ALENCAR

No caminho de volta para casa Alencar presencia um crime._Matem-no! _Diz o chefe do bando.

A testemunha ocular põe-se a correr, mas é pega e morta com um tiro na cabeça, em seguida é posta no porta-malas de um veículo e, à noite, é enterrada, juntamente com os corpos das vítimas anteriores.

Na noite seguinte os bandidos chegam ao cemitério para enterrar outro corpo, porém, avistam um curumim emergindo da cova, reconhecem-no.

Saem de seus carros, sacam as armas e atiram.O piá voava e as balas ficavam-lhe em órbita antes de atingirem os marginais. Feridos, os criminosos o interrogavam: _Como fez isso?

_Você não morreu?
_Você é um zumbi, gosth ou E.T.?

Alencar resolvera contar: _Não morri, nem sou alienígena, espírito ou zumbi, isso não existe. O tiro ativou todas as partes do meu cérebro, tornei-me telecinético.

Sem mais explicações os mal-feitores foram suspensos e levados à delegacia mais próxima, lá o mirim relatou o ocorrido, no entanto, os policiais atiravam no curumim, então, irritado, o guri explodira as armas de fogo, amputando uma das mãos em todos esses.

Por fim, polícia e bandidos foram presos na mesma cela.Em casa a mãe lhe interroga em desespero: _Aonde você andou, moleque?_Havia telefonado “para Deus e o mundo”.

O filho contara tudo detalhadamente, desde o crime avistado até a prisão realizada por ele, contudo, a mãe não crê.

O pai o sacode._Fale a verdade, vamos!
_A verdade é esta. _Responde Alencar ao pai secamente.
Terminada a frase de resposta o filho levita a si próprio, aos pais, os objetos de casa e todas as casas do bairro.

CAP4: CALOR NO CORPO, FRIO N’ALMA

De repente o Céu estremece num estrondo, relâmpagos ofuscam todos os olhos enquanto o Sol se esconde atrás da tempestade.

O chão é ferido, formando imensas crateras, pelos milhares de corpos decadentes das nuvens, parecem cavaleiros medievais, contudo, são apenas robôs controlados por satélite, invenção de Mateus, com o intuito de cumprir a missão de prender o mais novo temor militar, Alencar o pára-normal.

Os androides levantam-se como se nada ocorresse, Alencar causa a explosão desses com um mero fechar de olhos, não que o poderoso homem seja ruim, uma vez que bastou descobrirem sua capacidade evolucional para o início da caça.

Visto como um possível sanguinário, o pára-normal teve sua moradia incendiada e ainda curumim fora aprisionado, amarrado com fios de adamantium, isso não o segurou por muito tempo.

No início, o telecinético desesperou-se, o que de nada adianta a quem está preso da cabeça aos pés, por fim, concentrou-se e derreteu o metal por inteiro, em seguida, fabrica um campo-de-força em volta de si mesmo e saiu em fuga estraçalhando paredes.
Lança-chamas foram usados pelos guardas, o poder do garoto estava fraco.

Desde então Alencar teve duas certezas, a primeira, ele não era invencível; a segunda, em função da primeira, seria um eterno fugitivo.

Aquele instante de reflexão o fez sentir um calor no corpo, as chamas, e um frio n’alma, o temor pelo que lhe aguardaria no futuro.

CAP5: SAFIRA

Batem à porta do laboratório.

_Quem é?
_Sua nova ajudante.
_Quando a chamaram?
_Hoje mesmo, para auxilia-lo na captura de Alencar.
Mateus a deixa entrar enfim.

_Como se chama mesmo?
_Paula, mas pode me chamar de Safira.
_Por causa dos belos olhos que ostentas?
_Negativo.
_Pois então...
_Estou trabalhando numa armadura, que é especialmente dessa pedra.

_Posso vê-la?
_Pois não._Paula tira da mochila, que levara consigo _O que achou?
_Precisa de lançadores de raios, balas ou qualquer substância anticampo-de-força.

_Não se preocupe, amanhã estará pronta.
_Também trabalho em uma roupa, quer avistá-la?_Absoluto.
_Está finalizada na verdade _andou rumo a uma passagem secreta de onde alguns minutos após saiu vestido como um ifrit.
_Magnífica! Qual matéria usou?

_Vários: Nas asas diamante, nos braços lavrita, nas pernas alabanda e no restante rubi-negro, além do elmo de diamante azul. Inda coloquei chips, armas, ganchos, teias, redes, molas, baterias de energia solar, ar-condicionado portátil...

_Denominar-se-á Iandú voador?_Não... Nesse instante uma das paredes do laboratório é destruída._Rápido, _Brada Mateus para Paula _para a entrada secreta! 

A guapa em vez despe-se, quando agacha em prol de por a vestimenta blue, um homem acorrentado é jogado sobre ela, consegue liberar-se e voa em fuga.

O bando que o capturara não voa, entretanto é mui veloz. Uma parte segue o fugitivo, outra amarra os dois cientistas agentes do governo, ambos são levados como reféns, o laboratório é saqueado e destruído em seguida.

CAP6: CURINGA

Alencar é perseguido por um grupo intitulado As Hienas, quadrilha recente, com cerca de dois anos, esse é o primeiro ataque, porque decidiram equipar-se antes com armaduras de façanhas ultra-humanas.

Não restara um só vivente na cidade daquele dia que não fora vítima da gangue e em pouco no país.

_Hora do teste _Pensava baixo Mateus, quase a tremer-se. Um de seus truques era os lança-chamas dos pés à cabeça, um segundo o Terachoque-Wi-Fi, e o terceiro seria amarras de adamantium.

_Terachoque-Wi-Fi! _A garota vestia-se, quando liberta, permitindo-se abraçar, zarparam pelos ares. _Só há uma saída, nos aliaremos ao inimigo.

_Que seja!Alencar dava os retoques otimizadores duma armadura esculpida com esmeralda, topázio, quartzo de rocha, pedra d’água e marfim, etc. A forma, embora tivesse asas de cristal, seria de um Bobo da Corte, Arlequim ou Pierrô, preteriu esses a Curinga.

O Curinga só pensava no que fazer perante o caso d’As Hienas, a conclusão nunca estivera tão longe de um mortal quanto naquele triz de filamentos; Ele, Elas e O Governo eram rivais entre si.

Em crise, o Palhaço Triste presenteia o país nato com uma nebulosa de saraivas gigantescas, e apesar dos megranizos a Quadrilha Maldita agia vigorosamente sem um aranhão sequer.Mateus bota órgãos de vôo no dorso de sua companheira.

CAP7: O TRATO

_Alencar, é você mesmo? Talvez não me conheça...Depois de algumas horas tudo fora explicado, que ele estivera trabalhando no governo, o laboratório destruído, a infância sonhando em ser cientista.

O Curinga fora convencido de que se salvasse o país passaria de procurado para agente federal, contudo, deveriam agir logo.

_Está bem, colaboro. Sou muito poderoso na realidade, portanto, sua ajuda é dispensável, todavia, não moverei uma palha em reparação do País, a reconstrução é por conta de vocês.

_Feito. Quando conseguir, seremos parceiros de trabalho.

A tempestade finda-se, Curinga fecha os olhos, concentra-se, localiza cada integrante da gangue e congela um a um, ao término, balbucia, exausto: _Congelei todos. Agora os procurem e os prendam.Mal terminara a frase, caiu impassível, desmaiou por esgotamento físico.

Mateus achou melhor não removê-lo, Safira quis ficar.

_Permanecerei aqui de guarda.
_Está bem, de toda forma, minha armadura é veloz, não demorarei muito.

CAP8: ANJO CIBERNÉTICO

A quadrilha só descongelou só descongelou após duas semanas de prisão. Pessoas em todo o país odiavam e louvavam o Curinga, tanto pela nevasca quanto por prender As Hienas.

_Alencar!

Ao ouvir a pronúncia do seu nome Curinga acorda, ao avistar Paula pensa ter morrido e que se tratava de um Querubim.

_Um Serafim abre os portões do Firmamento para que eu permeie no Paraíso Eterno, E São Pedro perdera o emprego para ti? Querubim, tens nome?

_Paula, mas pode chamar-me Safira. Quem sabe você receba alta amanhã mesmo. _Mateus chega para visitar, já escolhera um cognome, Anjo Cibernético.

Adentra o quarto deparando-se com Safira nos braços do outro, entre beijos, prefere retirar-se, no entanto, quando dá meia-volta, é invocado.

_Ei, venha cá!
_Que quer, Alencar?
_E o emprego? Não pense que esqueci.
_Desculpe a promessa quebrada, mas metade da população na pátria o odeia.

_Melhor que cem por cento. Quem sabe se não me candidato a presidente, então poderei demiti-lo.

Eles riem e marcam um combate de Curinga versus Anjo Cibernético para dali a uma semana.

_Mas depende de Safira.
_Que tenho eu a ver com isso?
_Ora, preciso de muitos beijos seus para recuperar minhas forças.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará

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