sábado, 12 de janeiro de 2008

ANJO VERMELHO


ANJO VERMELHO

No meio da noite, vestindo uma roupa semelhante a do Spider-Man acrescida de asas escarlates e empunhando sua formidável espada dourada, Amadeu voa.

_Por acaso seu nome é Amadeu Nuvem Branca?

_Todos os integrantes do CBF mudaram os sobrenomes para Nuvem Banca, tornou-se a marca do grupo. Em resposta, os integrantes dos Justiceiros Chamavam-se Nuvem Negra. Ambas as organizações eram inimigas de um século.

_Sou Müller Nuvem Branca Neto e esse é Pedro Nuvem Branca Neto. A tripulação só continua viva em respeito a você.

_Onde está Isadora?_Indaga Amadeu atônito, desce ao solo e continua:_Se machucarem algumas dessas mulheres se haverão comigo, sendo ou não da minha família.

_Calma, meu amor, estou aqui._Diz Isadora. As minha amigas e eu estamos bem, o problema é que há cem anos existia um boêmio capoeirista que apaixonado por minha avó, que tinha o meu nome; ela era casada com meu avô Heitor. O boêmio conhecera dois criminosos quando foi preso, com quem fundou a família Nuvem Branca. Heitor, então, criou os Nuvem Negra, e, desde aquela época vem guerreando com a sua gente, Amadeu. Eu só não entendo como você não envelheceu e continua firme como um jovem de dezoito.

_Vocês enlouqueceram? Eu tenho dezoito anos. Sim, eu criei uma liga de mafiosos, mas não é possível que um século se passe sem que eu perceba._Diz o boêmio.

_Meu caro,_Diz Pedro._meu pai me contou que na Antártida havia um imenso castelo de gelo,e que quando meu avô foi procurar você durante o início da guerra, quando nossos inimigos se chamavam Justiceiros, ele avistou a queda da monumental moradia. Depois de alguns dias, ele e Müller o acharam congelado numa camada de gelo tão densa que o seu esquadrão não pode perfurar.

_Quer dizer que fui preservado, até o dia em que as calotas derreteram?

_Exatamente. E eu ainda o salvei, seu canalha. Você que iniciou essa loucura.

Um homem aponta uma arma para a cabeça de Müller e fala:_Se mexer um dedo morre!


_Solte-o, Heitor, ou sua irmã vira anjo em dois tempos!_Ameaça Pedro atirando em Amadeu.

Amadeu surge atrás de Pedro, nunca vestira aquela roupa e sim a controlara via satélite, acertando-lhe com uma barra de ferro.


O atingido cai desmaiado. Isadora apanha a arma de Pedro, mata ele, Müller e dispara contra Amadeu; mas o boêmio não se encontrava ali e sim um androide com seu rosto.

_A tripulação foi raptada, senhor._Afirma um ciborgue._Mas os clones de Isadora não foram danificados, estarão prontos em quinze anos. Depois que a primeira linha de cópias ser produzida será congelada e iniciada uma segunda ,e assim por diante.

Depois de dez séculos nós o descongelaremos e lhe entregaremos todos os replicantes já com chips de comando instalado no cérebro, obedecerão ao senhor em tudo.

_E o que fez para recuperar Isadora, a verdadeira?_Indaga o poeta irado, levantando o androide pela gola do terno branco com a mão direita.

_Introduzi um micro disquete em sua vestimenta de Anjo Vermelho, ela destruiu cem robôs dos Nuvem Negra. Fatiei quinze, com sua espada dourada, e danifiquei outros quarenta, Porém, o resto dos invasores fugiu sem deixar vestígio.

_E que fez dos quarenta danificados?

_Reparei-os, troquei sua programação, um deles está infiltrado na toca do inimigo para recuperar Isadora. Dois constroem outros lutadores à sua imagem e os outros trinta e sete trabalham na blindagem do navio.

Naquele instante o androide infiltrado fora descoberto e travava uma luta ferrenha com os Nuvem Negra. Soldados golpeavam o traidor com raios, balas, ganchos, flechas e adagas, contudo, poucos arranhões surgiam na pele impermeável da perfeita máquina de destruição.

O androide tirava um gládio e uma arma de fogo automática da cintura. Cortava a cabeça dos que vinham por solo e derrubava os voadores.

Amadeu se congela no porão do navio, que fora invadido agora pelos Nuvem Branca. Homens vestidos de anjo trocam golpes com os androides do congelado. Os Nuvem Negra invadem o navio novamente, vestidos de anjo negro.


Uma tríade batalha acontece; no centro os androides rodeados de anjos negros e brancos.

Infindáveis reforços se dão ao redor do gigantesco navio, tantos guerrilheiros habitam seu solo que o afundam. E a guerra continua debaixo d'água.


De repente, abre a porta do porão onde se encontrava o capoeira-espadachim. O aparelho congelante do poeta é tão potente que transforma o planeta num dado de gelo.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará 02\02\2007

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