sábado, 12 de janeiro de 2008

ANJO NEGRO VERSUS COLIBRI



CAP1: ALIANÇA RÚTILA E O COLIBRI DOURADO

Colibri voava sem rumo, lembrando de Asabarcelri, será mesmo que imaginara todas aquelas personagens?



Longe dali existia outro com seu mesmo nome, Augusto, o Anjo Negro, o qual encontrava-se trancafiado na própria semente, esta se detona a rechear quilômetros quadrados de montanhas e florestas, sem contar a “ave”, que passara a chamar-se Colibri Dourado.

Com a Aliança Rútila fora de ação, os Abutres governam o planeta, aquela, ao sair da semente, fora capturada pelos segundos, que acabavam de invadir Asabarcelri.

Anjo Negro, depois de nocautear alguns Abutres, foge pelo ar, esbarrando em Colibri Dourado. Começam a duelar quando são capturados

_A culpa é sua, se prestasse mais atenção no caminho que segue, esses malditos nunca nos alcançariam! _Relata Colibri Dourado em fúria.

_Que adianta discutirmos a causa perdida. _Conclui o outro.
_Mas, isso poderia ter sido evitado, se...
_Está bem, mas poupe-me os ouvidos dessa baboseira!
Ambos fogem minutos após ao encarceramento


CAP2: URUBU-REI

A sala do chefão é aberta.
_Por que não bate?
_Pois não, chefe, bato agora.

O soldado Abutre aplica vários golpes mal-sucedidos, logo sendo arremessado à parede.

A porta é novamente aberta, e a cena se repete.

_Que pensam os dois, têm a petulância de imaginarem-se páreos para mim, vosso mestre, Urubu-Rei?

_Jamais fui, nem serei, seu discípulo, há tempos luto contra o mal e serei vitorioso. Saiba que será derrotado pelo Anjo Negro!_Também nunca estarei a vossa mercê, hei de destruí-lo, palavra de Colibri!

Urubu-Rei aperta um botão, abrindo uma passagem, dela surgem outros chefões: Fênix, Corvo Branco, Gralha e Meteoro, cada qual dispunha de esquadrão próprio.

Fênix lança chamas, Corvo Branco congela-os e Gralha emite um som estridente, os três golpes combinados estraçalham as placas dos miúdos.

Anjo Negro cria um imenso buraco-negro, entretanto, Meteoro, com sua telecinese, joga os Augustos nele, sugando para si os poderes de ambos.

_Vocês se precipitaram com a tolice de vencerem e mim. Agora estão aí derrotados. Rendam-se aos governantes deste mundo ou morram! Admitam que eu sou seu soberano. _Pabula-se Urubu-Rei sem imaginar o quanto cantara vitória em tempo indevido, quem previsse o futuro perderia a mania de ser atrevido.

CAP3: PIRILAMPO E PETRO

O curumim, que outr’ora intitulava-se Colibri Dourado, dá um soco no solo puxando a própria sombra para dela fazer armação, nomeando-se Petro.

O guri, que fora conhecido por Anjo Negro, põe as mãos para cima fechando-as e arrastando-as para baixo sugando a luz para si, denomina-se Pirilampo.

_Vocês irão sentir a potência de vossos desafiantes, é chegada a hora de vossa morte. _Ambos falam em sincronia, lançando o raio com todo seu poder combinado: _Aurora Ocidental! _Os antagonistas, o salão e até metade de Asabarcelri são destruídos.

_Sairei pelo mundo a caçar Abutres, todavia, inda volto para um duelo mortal entre nós, apenas um Augusto deverá existir. Esteja preparado.

_Estarei. Reconstruirei minha cidade natal, caçarei Abutres em meu governo, aguardo seu retorno ansiosamente.

_Arrivederci, Saracura!

CAP4: A BATALHA FINAL

Os Abutres estavam “extintos”, de um lado do planeta Pirilampo reinava, do outro, Petro.Asabarcelri recebe a ilustre visita daquele que prometera retornar.

_Como você vê, meu caro Augusto, estou de volta. _Apertam-se as mãos.

_Creio, meu xará, que já é chegada a hora de disputarmos o título de czar do Planeta.

_Sim, mas, antes gostaria que soubesse, sou um clone seu, fui fruto de experiência dos Abutres, conseguiram seu D.N.A. por intermédio de Negüidâd, um caudilho de Gralha, Astro, dirigente das tropas de Corvo Branco, e Flod’ambrópio, um comandante de Fênix, que por sua vez, eram capitães de Urubu-Rei, esse também tinha Meteoro por administrante de tropas, mas pertencia a uma facção d’As Hienas, um grupo que fora comandado por Sírio, todavia, seguiu desvinculado deste que imperava um grupo de seu mesmo nome. Um Abutre revelou-me isso antes da falecer. Por isso tenho poder semelhante ao seu.

Os reis concentram o poder num soco, ambas as chapas fragmentam-se numa detonação, os dois em chamas caem e morrem, as cinzas que sobram espalham-se ao vento.

Um raio corta os céus divisando dia e trevas, um tornado de trovões enérgicos assombra, algo não visível se forma da mistura de luz, cinzas e escuridão. Alguém sai do turbilhão em direção ao povo.

_Quem é você? _Indaga Nuvem.
_Não reconhece a tua estirpe? Viu-me aqui mesmo há pouco._Augusto!_O próprio.
_Mas como, se o vi falecer nesse instante, o que aconteceu de fato? Explique-me.
_Minha infância anoitece para que a fase adulta amanheça.

Aroldo Filho
Fortaleza-Ceará, 2005

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