Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

sábado, 12 de janeiro de 2008

ALEX, MR. IMAGINAÇÃO

CAP1: A INFÂNCIA

“Um homem que não muda é uma estátua, ocupa espaço, não tem alma”.
(Frase pronunciada em um debate na T.V.C. por uma mulher de cujo nome esqueci de anotar)

Nasceu e cresceu em Asabarcelri, seu nome é Rildo Alex Tal Paco, filho de Amadeu e Isaura, um cantor e uma advogada. O curumim decorria a maior parte de seus dias a ouvir as histórias de seu avô materno, Antônio, o que desenvolveu bastante a sua linha de raciocínio.
Sonhou certa vez que as pessoas poderiam exclusivamente através da música expressar-se entre si, logo, compôs para si próprio paródias.
Analisando o que ouvia, lia e assistia pela T.V., sentia que a tecnologia era um fruto de desbravamentos, no entanto, necessitamos aventurar-nos fisicamente, além, o intelecto não é uma forma de vida e sim um simplificador da “verdadeira vida”, exata realiza-se sob via dos sentidos.
Alex sabia qual o sentido da vida, motivo pelo qual parecia estranho, aquilo que estivesse distante, por mais fascinante que fosse, distraia-lhe por pouco. Preferia prender-se ao que e a quem estivesse perto, porque a distância de algo que achamos precisar desperta-nos melancolia.
Utopiava-se pintor, para isso criou um conceito: O resultado final duma obra é o impacto de todo o Universo sobre a carcaça do artista.
O guri sequer gostou de brincadeiras violentas, em vez, fingia-se diretor de cinema, como tal, criava filmes e telejornais em que seus bonecos transformavam-se em apresentadores de última hora. Seus brinque dos prediletos eram bonecos pequenos, entre os quais soldadinhos, super-heróis e motoqueiros, mas também servia vidros de perfume, embalagens de iogurte, desodorantes, etc.
Fabricava os próprios personagens de caixa de papelão ou fósforos e até mesmo de carteira de cigarro, embora odeie ao maldito tabagismo. Possuía uma caixa com centenas de tampinhas de garrafas e daquelas cascas internas de bombons (Aquelas com horóscopo ou adesivos humorísticos).
Nas suas estórias havia lugar para todos os exércitos, de dominós, tampinhas, cartas de baralho, cascas de bombons, peças de xadrez e dama, bonecos confeccionados (fabricados artesanalmente por ele) e convencionais (Plástico), perfumes, canetas, canetinhas, lápis comum, de cor ou cera, borrachas, etc.
Jogava dama com bonecos, pela influência enxadrista, em que cada jogador dispunha de rei e rainha. Quando lia, em pouco estava transportado para cenários absurdos, participando da trama como se fosse real. Para cada música compunha um esboço de uma história de vida, os peões de jogo de dados (“Banco Imobiliário Júnior”) também se teletransportavam para grandes filmes de ação, utilizando as casinhas verdes e os apartamentos vermelhos do mesmo jogo. (as cédulas de um verdes, cinco vermelhas, dez amarelas, cinqüenta amarelo-queimadas, cem azuis e quinhentos dólares brancas, achava-as interessantes pela variedade de cores, nada compreendia, porém de economia).
Tomava banho de chuva, patinava descalço no dia de lavar a casa, jogava bola, retornando a casa sempre com calos ressentes, chorava ao levar injeção, no trinta e um dificilmente contava, no entanto, no boto ou em polícia e ladrão era um dos primeiros a ser pego, correr nunca fora seu forte.
Soltar peão, raia, balão (mesmo de jornal) e jogar bila, nunca fizera, a derradeira tinha uma semântica especial, a ótica. Sempre estimou brincar com efeitos luminosos.
CAP2: ADOLESCÊNCIA

Em entrevista:
_Porque escolheu Mr.Imaginação para seu cognome?
_Dois motivos, essa palavra é a sinopse da minha infância, depois, o artista é composto de matéria-prima dupla, imaginação e sentimentos, e por ser mais emotivo o artista tem um pouco mais de criatividade que a maioria das pessoas, isso em como demonstrar suas opiniões e transcrever o próprio âmago como fator de consciência social, que fique claro, não sou gênio, e sim um divagador que de vagar sonha dor contemplativa n’ócio original em termos.
_Qual a fórmula de sua criatividade?
_Além do esforço? (risadas) As amizades que faço me inspiram muito.
_Corrija-me se necessário. O artista procura proporcionar felicidade ao público, correto?
_Dependerá do artista, da época e de inúmeros fatores outros que interferem no desenvolvimento da obra, o homem no palco sofre influência do cotidiano. Logo, está certo em parte, pois queremos chocar, criar confusão, emocionar, criticar, induzir, e não somente divertir, mas informar, deformar ou transformar, são vertentes a se escolher.
_Como define sua composição? É um meio de vida?
_Compor é ao contrário, meu estado vegetativo. Sei que quando viver colocarei a escrita para o lateral, pois ela revela sonhos impossíveis, contudo, vida é realizar sonhos, eles só provam se existo ou não, e para isso é preciso manter-se acordado a qualquer custo.
CAP3: FASE ADULTA

Alex para de escrever, deixa de ser cantor, torna-se cientista, um dia ensina seu filhos (Dr.Douglas, Mani, Elias e Luís) a serem artistas, embora apenas Elias tenha aprendido a ser poeta, duvido se um artista é assim porque realiza proezas difíceis aos demais ou se dessa forma já o nasce por ser ultra-sensível à realidade. O fato é que Elias fez com que seu pai voltasse a escrever para juntos fabricarem um novo estilo.
Alex, no laboratório, leva um choque ao acender a luz, derruba alguns tubos de ensaio sem intenção, as substâncias misturadas explodem, o laboratório é destruído, entretanto, o cientista fica ileso.
Os filhos, Mani; o mais velho, repórter, Elias, o segundo; escritor, Dr.Douglas, o número de sua ordem; cientista e Luís, o caçula; jogador de basquete, levantam a hipótese de o pai ter adquirido uma espécie de superpoder.
CAP4: NÃO QUERO SER HERÓI

_Sei que aconteceu algo extraordinário, mas não me venham com essa de heroísmo!
_Porque, pai, ser herói é o grande sonho da humanidade, o seu não? _Indaga Luís.]
_Claro, se heroísmo não fosse um fator de controle do povo, quem sabe.
_E o senhor não prefere egoísmo e auto-realização à imagem de um homem convencionormal? _Questiona Mani.
_Absolutamente!
_Como descobriremos o potencial verídico de seu corpo, pai? _Dr.Douglas e Elias levantam o teorema de que necessitavam de um laboratório.
_Creio que cabe a mim descobrir meu próprio limite! _Alex sai para reconstruir seu local de trabalho, telefona para uma firma. Os filhos o seguiram.
CAP5: O CABELO DE ALEX

Mani arranca o cabelo de seu progenitor, que parece uma espécie de resina, por sorte o piá usava luvas de couro.
_Passa o “cabelo” aí, ô mané! _Diz um assaltante.
Alex, perplexo, passa a mão na nuca, sentindo uma enorme eletricidade, arranca o “cabersina” e entrega. O homem, desavisado, ao tocar no cabelo, voa à cerca ce um quilômetro, um segundo, preocupado, põe luvas de plástico reforçado. Os marginais adentram um carro “imaturo”, como Elias descreve mais tarde à polícia, e partem.
Em casa, Mani revela que arrancara da cabeça do progenitor a resina de cor amarronzada. Confirmam, pelo método de Arquimedes, que a resina arbórea tratava-se de uma espécie de “pedra” preciosa, mais precisamente âmbar.
Método da densidade: o âmbar flutua em água com 10% de sal, lançado numa vasilha cheia, a água que joga para fora pesa o mesmo seu mesmo tanto. Pelo peso atômico também se descobre a pureza (pode ser ou estar misturado com vidro, obra de muitos falsificadores).
O âmbar foi usado como incenso, quase sempre contêm uma cor amarelada, é transparente, o mais raro é o azul, pode variar do marrom claro ao amarelo escuro, vermelho, por exemplo. Segundo um cientista, na série “Maravilhas do Mundo” (Exibido pela T.V. Escola), dele poder-se-ia obter espécimes já extintos (como dinossauros, porém, o D.N.A. dos espécimes encontram-se muito fragmentado, tornando-se quase impossível a façanha de trazer de volta a vida seres pré-históricos), trata-se do melhor conservante já descoberto.
Alex recapitula os fatos da explosão, acendeu a luz, levou um enorme choque, bateu em alguns tubos de ensaio, talvez os tivesse derramado. Havia âmbares no recinto, que foram atraídos para ele (assim como quando friccionado atrai pequenos objetos), uniu-se ao cabelo porque há nele eletricidade (do grego, eléctron, o primeiro nome dado ao âmbar).
A razão pela qual o capilar de Alex transformou-se, quem sabe, e se o dono também entraria em estado de meta, sabe-se lá.
O Eléctron brinca de mover moedas ao longe, quando se assusta com a súbita idéia que lhe transita a mente, dilacerando seus conceitos.

CAP6: A FÓRMULA

A partir das técnicas de embalsamamento, priorizando o formol, congelamento, uso de catalisadores fisquimbiológicos, diamante, cabelo e temperos culinários, dentre outros, ouro, adamantium e pólvora; um fósforo aceso e...
Comercializou a Vitamina-Mestra, fórmula da imortalidade. Em pouco, o planeta fica pequeno para tanta gente, acabam, os homens, por governar todo o Universo, que, de superlotado, explode.
Os ex-imortais viram, junto com tudo o demais, uma poeira-cósmica só, que se condensa, criando vida, uma criança abandonada, sem nada em volta, tudo graças à Alex que serviu ao “Capitalismo-Selvagam” sem pensar nas conseqüências, nem pudera, pois o prejuízo adveio quase um século depois.

AROLDO FILHO

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