Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

sábado, 12 de janeiro de 2008

ALEX, MR. IMAGINAÇÃO

CAP1: A INFÂNCIA

“Um homem que não muda é uma estátua, ocupa espaço, não tem alma”.
(Frase pronunciada em um debate na T.V.C. por uma mulher de cujo nome esqueci de anotar)

Nasceu e cresceu em Asabarcelri, seu nome é Rildo Alex Tal Paco, filho de Amadeu e Isaura, um cantor e uma advogada. O curumim decorria a maior parte de seus dias a ouvir as histórias de seu avô materno, Antônio, o que desenvolveu bastante a sua linha de raciocínio.
Sonhou certa vez que as pessoas poderiam exclusivamente através da música expressar-se entre si, logo, compôs para si próprio paródias.
Analisando o que ouvia, lia e assistia pela T.V., sentia que a tecnologia era um fruto de desbravamentos, no entanto, necessitamos aventurar-nos fisicamente, além, o intelecto não é uma forma de vida e sim um simplificador da “verdadeira vida”, exata realiza-se sob via dos sentidos.
Alex sabia qual o sentido da vida, motivo pelo qual parecia estranho, aquilo que estivesse distante, por mais fascinante que fosse, distraia-lhe por pouco. Preferia prender-se ao que e a quem estivesse perto, porque a distância de algo que achamos precisar desperta-nos melancolia.
Utopiava-se pintor, para isso criou um conceito: O resultado final duma obra é o impacto de todo o Universo sobre a carcaça do artista.
O guri sequer gostou de brincadeiras violentas, em vez, fingia-se diretor de cinema, como tal, criava filmes e telejornais em que seus bonecos transformavam-se em apresentadores de última hora. Seus brinque dos prediletos eram bonecos pequenos, entre os quais soldadinhos, super-heróis e motoqueiros, mas também servia vidros de perfume, embalagens de iogurte, desodorantes, etc.
Fabricava os próprios personagens de caixa de papelão ou fósforos e até mesmo de carteira de cigarro, embora odeie ao maldito tabagismo. Possuía uma caixa com centenas de tampinhas de garrafas e daquelas cascas internas de bombons (Aquelas com horóscopo ou adesivos humorísticos).
Nas suas estórias havia lugar para todos os exércitos, de dominós, tampinhas, cartas de baralho, cascas de bombons, peças de xadrez e dama, bonecos confeccionados (fabricados artesanalmente por ele) e convencionais (Plástico), perfumes, canetas, canetinhas, lápis comum, de cor ou cera, borrachas, etc.
Jogava dama com bonecos, pela influência enxadrista, em que cada jogador dispunha de rei e rainha. Quando lia, em pouco estava transportado para cenários absurdos, participando da trama como se fosse real. Para cada música compunha um esboço de uma história de vida, os peões de jogo de dados (“Banco Imobiliário Júnior”) também se teletransportavam para grandes filmes de ação, utilizando as casinhas verdes e os apartamentos vermelhos do mesmo jogo. (as cédulas de um verdes, cinco vermelhas, dez amarelas, cinqüenta amarelo-queimadas, cem azuis e quinhentos dólares brancas, achava-as interessantes pela variedade de cores, nada compreendia, porém de economia).
Tomava banho de chuva, patinava descalço no dia de lavar a casa, jogava bola, retornando a casa sempre com calos ressentes, chorava ao levar injeção, no trinta e um dificilmente contava, no entanto, no boto ou em polícia e ladrão era um dos primeiros a ser pego, correr nunca fora seu forte.
Soltar peão, raia, balão (mesmo de jornal) e jogar bila, nunca fizera, a derradeira tinha uma semântica especial, a ótica. Sempre estimou brincar com efeitos luminosos.
CAP2: ADOLESCÊNCIA

Em entrevista:
_Porque escolheu Mr.Imaginação para seu cognome?
_Dois motivos, essa palavra é a sinopse da minha infância, depois, o artista é composto de matéria-prima dupla, imaginação e sentimentos, e por ser mais emotivo o artista tem um pouco mais de criatividade que a maioria das pessoas, isso em como demonstrar suas opiniões e transcrever o próprio âmago como fator de consciência social, que fique claro, não sou gênio, e sim um divagador que de vagar sonha dor contemplativa n’ócio original em termos.
_Qual a fórmula de sua criatividade?
_Além do esforço? (risadas) As amizades que faço me inspiram muito.
_Corrija-me se necessário. O artista procura proporcionar felicidade ao público, correto?
_Dependerá do artista, da época e de inúmeros fatores outros que interferem no desenvolvimento da obra, o homem no palco sofre influência do cotidiano. Logo, está certo em parte, pois queremos chocar, criar confusão, emocionar, criticar, induzir, e não somente divertir, mas informar, deformar ou transformar, são vertentes a se escolher.
_Como define sua composição? É um meio de vida?
_Compor é ao contrário, meu estado vegetativo. Sei que quando viver colocarei a escrita para o lateral, pois ela revela sonhos impossíveis, contudo, vida é realizar sonhos, eles só provam se existo ou não, e para isso é preciso manter-se acordado a qualquer custo.
CAP3: FASE ADULTA

Alex para de escrever, deixa de ser cantor, torna-se cientista, um dia ensina seu filhos (Dr.Douglas, Mani, Elias e Luís) a serem artistas, embora apenas Elias tenha aprendido a ser poeta, duvido se um artista é assim porque realiza proezas difíceis aos demais ou se dessa forma já o nasce por ser ultra-sensível à realidade. O fato é que Elias fez com que seu pai voltasse a escrever para juntos fabricarem um novo estilo.
Alex, no laboratório, leva um choque ao acender a luz, derruba alguns tubos de ensaio sem intenção, as substâncias misturadas explodem, o laboratório é destruído, entretanto, o cientista fica ileso.
Os filhos, Mani; o mais velho, repórter, Elias, o segundo; escritor, Dr.Douglas, o número de sua ordem; cientista e Luís, o caçula; jogador de basquete, levantam a hipótese de o pai ter adquirido uma espécie de superpoder.
CAP4: NÃO QUERO SER HERÓI

_Sei que aconteceu algo extraordinário, mas não me venham com essa de heroísmo!
_Porque, pai, ser herói é o grande sonho da humanidade, o seu não? _Indaga Luís.]
_Claro, se heroísmo não fosse um fator de controle do povo, quem sabe.
_E o senhor não prefere egoísmo e auto-realização à imagem de um homem convencionormal? _Questiona Mani.
_Absolutamente!
_Como descobriremos o potencial verídico de seu corpo, pai? _Dr.Douglas e Elias levantam o teorema de que necessitavam de um laboratório.
_Creio que cabe a mim descobrir meu próprio limite! _Alex sai para reconstruir seu local de trabalho, telefona para uma firma. Os filhos o seguiram.
CAP5: O CABELO DE ALEX

Mani arranca o cabelo de seu progenitor, que parece uma espécie de resina, por sorte o piá usava luvas de couro.
_Passa o “cabelo” aí, ô mané! _Diz um assaltante.
Alex, perplexo, passa a mão na nuca, sentindo uma enorme eletricidade, arranca o “cabersina” e entrega. O homem, desavisado, ao tocar no cabelo, voa à cerca ce um quilômetro, um segundo, preocupado, põe luvas de plástico reforçado. Os marginais adentram um carro “imaturo”, como Elias descreve mais tarde à polícia, e partem.
Em casa, Mani revela que arrancara da cabeça do progenitor a resina de cor amarronzada. Confirmam, pelo método de Arquimedes, que a resina arbórea tratava-se de uma espécie de “pedra” preciosa, mais precisamente âmbar.
Método da densidade: o âmbar flutua em água com 10% de sal, lançado numa vasilha cheia, a água que joga para fora pesa o mesmo seu mesmo tanto. Pelo peso atômico também se descobre a pureza (pode ser ou estar misturado com vidro, obra de muitos falsificadores).
O âmbar foi usado como incenso, quase sempre contêm uma cor amarelada, é transparente, o mais raro é o azul, pode variar do marrom claro ao amarelo escuro, vermelho, por exemplo. Segundo um cientista, na série “Maravilhas do Mundo” (Exibido pela T.V. Escola), dele poder-se-ia obter espécimes já extintos (como dinossauros, porém, o D.N.A. dos espécimes encontram-se muito fragmentado, tornando-se quase impossível a façanha de trazer de volta a vida seres pré-históricos), trata-se do melhor conservante já descoberto.
Alex recapitula os fatos da explosão, acendeu a luz, levou um enorme choque, bateu em alguns tubos de ensaio, talvez os tivesse derramado. Havia âmbares no recinto, que foram atraídos para ele (assim como quando friccionado atrai pequenos objetos), uniu-se ao cabelo porque há nele eletricidade (do grego, eléctron, o primeiro nome dado ao âmbar).
A razão pela qual o capilar de Alex transformou-se, quem sabe, e se o dono também entraria em estado de meta, sabe-se lá.
O Eléctron brinca de mover moedas ao longe, quando se assusta com a súbita idéia que lhe transita a mente, dilacerando seus conceitos.

CAP6: A FÓRMULA

A partir das técnicas de embalsamamento, priorizando o formol, congelamento, uso de catalisadores fisquimbiológicos, diamante, cabelo e temperos culinários, dentre outros, ouro, adamantium e pólvora; um fósforo aceso e...
Comercializou a Vitamina-Mestra, fórmula da imortalidade. Em pouco, o planeta fica pequeno para tanta gente, acabam, os homens, por governar todo o Universo, que, de superlotado, explode.
Os ex-imortais viram, junto com tudo o demais, uma poeira-cósmica só, que se condensa, criando vida, uma criança abandonada, sem nada em volta, tudo graças à Alex que serviu ao “Capitalismo-Selvagam” sem pensar nas conseqüências, nem pudera, pois o prejuízo adveio quase um século depois.

AROLDO FILHO

ANJO TÉRMICO


ANJO TÉRMICO

Antes do início da guerra, há um século, o sujeito que pensava reinar sobre o mundo inteiro construíra, auxiliado por Flash e Caipora, diversos robôs à sua imagem.

Os androides eram espertos a ponto de criar inúmeros replicantes de si próprio.Numa esquisita tempestade o castelo de gelo explode desmoronando sobre inventor e criações.

Após cem anos envidradas em blocos inquebrantáveis, as criações invadiam embarcações a saquear objetos aproveitáveis na construção de mais soldados; o exército era triplicado a cada dia.

Os ciborgues acham seu amo no momento em que este é salvo pelas belas moças dos Nuvem Negra. Na chegada do ocaso, adentram na surdina, certificando-se de que todos dormiam.

Acordam o mestre, que estava acompanhado de Isadora, ambos nus, delicadamente. Adaptaram-se a arrombar qualquer tranca e desligar todo tipo de alarme, usavam também botas antisom.

Ao notarem o tamanho do iate, construíram uma sala de controle, um laboratório e uma armadura angélica em locais distintos. Reagiram ao ataque inesperado do inimigo, restando apenas um dos robôs; o suficiente para quebrar cento e cinquenta e cinco brinquedos bélicos semelhantes a si, afugentar o resto, mandar-lhe um espião e renovar todo o esquadrão de máquinas.

O espião dominara um iate dos Nuvem Negra, reprogramara a tropa de choque antagonista e aniquilara infindáveis soldados humanos.

Indo além, capturou um ciborgue dos Nuvem Branca mandando-o de bode expiatório; o qual repetiu a façanha do anterior incontáveis vezes.

Quando todas as tropas dos Nuvem Negra e Branca atacam juntas, os androides se dividem; uns levantam laboratório no solo lunar transportando os replicantes de Isadora para o recinto, outros constroem navios com os destroços submarinos, terceiros desenvolvem armas de última geração e fabricam mais soldados ciborgues e quartos dão cobertura.


Enquanto isso, a Terra congela graças à surpreendente máquina desenvolvida pelo poeta. Em seguida, as escavações álgidas têm início à procura do boêmio;sem sucesso. 

Mil anos se passam, o sistema solar de desfaz, os únicos astros do grupo que permanecem inteiros são a Lua e a Terra. O Sol ser encoberto por gelo ao chocar-se contra dois extensos comêtas.

Um meteorito invade nosso álgido planeta formando uma cratera tremenda que por coincidência esbarra em Heitor Nuvem Negra Neto, Irmão de Isadora, libertando-o da clausura ao momento em que lhe transmite poder de incêndio e congelamento.

Do lado canhoto nasce uma asa álgida e do destro uma ígnea._Heitor grita com toda a força:_Eu sou o Anjo Térmico. Anjo Vermelho, prepare-se para a destruição!Heitor nota sente alguém na escuridão, explode como uma bomba atômica. Ciborgues em chamas afundavam na neve à procura do amo perdido há uma década de séculos.

O anjo repete as explosões nucleares revezadas de fogo e gelo.Os androides, em pane, fabricam bonecos de neve envivecidos por artefatos futuristas, complexos serafins samurais que esculturam exércitos e armas a fim de despistar o oponente.

Térmico é golpeado por lâminas invisíveis. Concentra-se jogando para cima uma mine estrela tão potente que simultaneamente ilumina, destrói os androides  os samurais, derrete todo o gelo terrestre e pulveriza corpos celestes que colidiriam com o planeta naquele dado momento.A guerra submarina reinicia e pára quando uma mine estrela faz a água calefar para a atmosfera.

_Agora poderemos lutar a seco. A vitória é dos Nuvem Negra finalmente._Ao calar-se, Heitor elimina os ciborgues e Nuvem Branca restantes, entretanto, um arcanjo embebido em chamas escarlates com uma espada dourada erguida se recusa a morrer.

_Eu lutarei até o fim, a guerra não acabou ainda._As asas do Anjo Vermelho transformam-se em lançadores de foguetes que disparam velozes como metralha em Térmico.


O resto dos Nuvem Negra foi derrubado com golpes marciais ao atacar.Um grupo de amazonas, mais de um bilhão delas, os replicantes de Isadora, baixavam do Céu em volta do cantador. Os ciborgues também regressam da Lua. 

A terra colide com outro planeta e explode. Anjo Vermelho, Anjo Álgido, Isadora, as replicantes, os Nuvem Negra e os recém acordados Nuvem Branca continuam a lutar com tiros, raios, lança-chamas, congelamentos, mine estrelas e espadas pelo espaço-sideral a fora.


AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará

ANJO VERMELHO


ANJO VERMELHO

No meio da noite, vestindo uma roupa semelhante a do Spider-Man acrescida de asas escarlates e empunhando sua formidável espada dourada, Amadeu voa.

_Por acaso seu nome é Amadeu Nuvem Branca?

_Todos os integrantes do CBF mudaram os sobrenomes para Nuvem Banca, tornou-se a marca do grupo. Em resposta, os integrantes dos Justiceiros Chamavam-se Nuvem Negra. Ambas as organizações eram inimigas de um século.

_Sou Müller Nuvem Branca Neto e esse é Pedro Nuvem Branca Neto. A tripulação só continua viva em respeito a você.

_Onde está Isadora?_Indaga Amadeu atônito, desce ao solo e continua:_Se machucarem algumas dessas mulheres se haverão comigo, sendo ou não da minha família.

_Calma, meu amor, estou aqui._Diz Isadora. As minha amigas e eu estamos bem, o problema é que há cem anos existia um boêmio capoeirista que apaixonado por minha avó, que tinha o meu nome; ela era casada com meu avô Heitor. O boêmio conhecera dois criminosos quando foi preso, com quem fundou a família Nuvem Branca. Heitor, então, criou os Nuvem Negra, e, desde aquela época vem guerreando com a sua gente, Amadeu. Eu só não entendo como você não envelheceu e continua firme como um jovem de dezoito.

_Vocês enlouqueceram? Eu tenho dezoito anos. Sim, eu criei uma liga de mafiosos, mas não é possível que um século se passe sem que eu perceba._Diz o boêmio.

_Meu caro,_Diz Pedro._meu pai me contou que na Antártida havia um imenso castelo de gelo,e que quando meu avô foi procurar você durante o início da guerra, quando nossos inimigos se chamavam Justiceiros, ele avistou a queda da monumental moradia. Depois de alguns dias, ele e Müller o acharam congelado numa camada de gelo tão densa que o seu esquadrão não pode perfurar.

_Quer dizer que fui preservado, até o dia em que as calotas derreteram?

_Exatamente. E eu ainda o salvei, seu canalha. Você que iniciou essa loucura.

Um homem aponta uma arma para a cabeça de Müller e fala:_Se mexer um dedo morre!


_Solte-o, Heitor, ou sua irmã vira anjo em dois tempos!_Ameaça Pedro atirando em Amadeu.

Amadeu surge atrás de Pedro, nunca vestira aquela roupa e sim a controlara via satélite, acertando-lhe com uma barra de ferro.


O atingido cai desmaiado. Isadora apanha a arma de Pedro, mata ele, Müller e dispara contra Amadeu; mas o boêmio não se encontrava ali e sim um androide com seu rosto.

_A tripulação foi raptada, senhor._Afirma um ciborgue._Mas os clones de Isadora não foram danificados, estarão prontos em quinze anos. Depois que a primeira linha de cópias ser produzida será congelada e iniciada uma segunda ,e assim por diante.

Depois de dez séculos nós o descongelaremos e lhe entregaremos todos os replicantes já com chips de comando instalado no cérebro, obedecerão ao senhor em tudo.

_E o que fez para recuperar Isadora, a verdadeira?_Indaga o poeta irado, levantando o androide pela gola do terno branco com a mão direita.

_Introduzi um micro disquete em sua vestimenta de Anjo Vermelho, ela destruiu cem robôs dos Nuvem Negra. Fatiei quinze, com sua espada dourada, e danifiquei outros quarenta, Porém, o resto dos invasores fugiu sem deixar vestígio.

_E que fez dos quarenta danificados?

_Reparei-os, troquei sua programação, um deles está infiltrado na toca do inimigo para recuperar Isadora. Dois constroem outros lutadores à sua imagem e os outros trinta e sete trabalham na blindagem do navio.

Naquele instante o androide infiltrado fora descoberto e travava uma luta ferrenha com os Nuvem Negra. Soldados golpeavam o traidor com raios, balas, ganchos, flechas e adagas, contudo, poucos arranhões surgiam na pele impermeável da perfeita máquina de destruição.

O androide tirava um gládio e uma arma de fogo automática da cintura. Cortava a cabeça dos que vinham por solo e derrubava os voadores.

Amadeu se congela no porão do navio, que fora invadido agora pelos Nuvem Branca. Homens vestidos de anjo trocam golpes com os androides do congelado. Os Nuvem Negra invadem o navio novamente, vestidos de anjo negro.


Uma tríade batalha acontece; no centro os androides rodeados de anjos negros e brancos.

Infindáveis reforços se dão ao redor do gigantesco navio, tantos guerrilheiros habitam seu solo que o afundam. E a guerra continua debaixo d'água.


De repente, abre a porta do porão onde se encontrava o capoeira-espadachim. O aparelho congelante do poeta é tão potente que transforma o planeta num dado de gelo.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará 02\02\2007

O BOÊMIO

Quando eu era menino
Só amava a vida
E esta me sossia
Hoje sofro no esquecer duma guria

Quiz esquecê-la
Mas meu coração, maldito
Fez um trato com o Satã
Atirou-me num conflito

Não morri nem sei por quê
Contudo, inda tenho a fantasia
Pois não tê-la é um tormento
Moro nesta primazia

Caí na rasteira do descontentamento
Meu ãmago atingira a mim mesmo
Quando detectou tão perfeita obra
O que sobra é a dobra de um sonho a esmo

Minha musa inspiradora
Bela enfermeira Isadora
Anjo lindo, me despreza
Sou eu quem mais a adora

Isadora lê o escrito por sobre o ombro de Amadeu que, ao vê-la, estremesseu.
_Não o desprezo, boêmio, todavia, sou casada. Minha casa está adornada para o aconchego de meu bem, você sabe tão bem que não quero vê-lo falecer. Ponha-se em seu lugar de homem casado. Sou amiga de Clarice, não desejo vê-la de coração arrasado.
_Realmente, eu sou um louco por estimar o impossível, nem a cachaça me consola, nem o violão mais me implora notas de composição. Só a poesia me compreende, vou mudar de profissão. Sou um poeta bêbado sobre a emoção,embriagado de um bem querer. Se você não me quizer outra meu coração não terá, pois em nada mais sinto prazer.
_Se você me cortejar outra vez sequer levará uma surra. Luto capoeira melhor que você. Apanhar de uma mulher ninguém quer.
_Mesmo da amada. Não sou irredutível, por isso vou me retirar, mas queria antes um beijo para consolar minh'alma, único, e deixo de lhe importunar.
_Moço, eu avisei._Isadora quebra a mesa do bar com um chute.
_Nunca vi mulher calcâneo de tamanha densidade. Esse golpe não me ensinaram._Também luto outras artes...
_Olha, moça, aquele não é Heitor sendo arrastado pela força policial?A mulher olha, mas era mentira, quando vira o rosto de volta o boêmio sumira.
_Maldito!
_Jogar melhor que eu não lhe tira a beleza, do contrário, dá-lhe maior vigor de ternura e fortaleza. Adoro-a cada vez mais, esta é minha natureza, amar quem não me quer; viver é uma dureza.
Ela se vira de costas recebendo um beijo de supetão de Amadeu que é seguro por Heitor que surge o levantando pela gola da camisa e o arremessando contra as mesas do bar.

_Mesmo depois daquela briga inútil que nos pos em coma você perturba minha mulher? Tão valente é o senhor violeiro que ninquém domou, se lhe falta amor à vida morrer é o castigo que lhe dou. Ficou acanhado? Venha cá, prove que sua capoeira é boa.
_Boa é sua mulher, e a arte não nos pertence. Minha capoeira tem o valor de quem te vence._O violeiro desferiu uma bênção e uma tesoura mal sucedidas sendo imobilizado judoca mas consegue se livrar e arremessá-lo.
Depois de levantar no suicídio o derruba com uma banda.Isadora, irada, acerta uma chapa nos peitos do poeta que cai atordoado.
_Esteja preso.
_Mas policial...
_Sem desculpas, Amadeu, ao menor gesto seu descarrego essa metralha._Isadora e Heitor não se encontravam mais no local.
_Policiais... Sempre armados de cajados e outras tralhas.
_Cale-se!_Dis o delegado Aureliano que mantém as algemas nos pulsos prisioneiro já encarcerado.
Amadeu tira uma caixa de fósforos esquisita do bolso e se liberta. Os seus colegas planejavam um assalto a banco e lhe mostravam uma planta do local a ser roubado.
_Realizaremos isso com o arsenal dos tiras._Diz Müller, conhecido como Caipora, um sujeito alto, magro e de cabelos caídos na face.
Duas horas mais tarde, Pedro, conhecido como Flash, um ladrão muito veloz que se permitira prender para executar o plano de fuga de seu amigo Caipora, era levado coincidentemente para o local almejado.
Nessa hora, Amadeu já destrancara as grades. Caipora agarra a dupla condutora de Flash, este roubara as armas bem antes. Os policiais pensam em reagir mas era tarde.
_Caipora, libere todos os prisioneiros vamos fazer uma rebelião._Ordena o boêmio que despe um policial trocando de roupas com ele e sugerindo a Flash que fizesse o mesmo. Mais tarde, a delegacia é tomada e os soldados algemados nus numa extensa corrente humana.

O boêmio nomeou a si mesmo, Flash e Caipora como o triunviratum do crime, todos os prisioneiros fariam parte do grupo mafioso CBF, o Comando da Branca Filiação. Suas fardas seriam ternos brancos, lembrando os antigos boêmios, guando não a de polícia para distrair à lei na tomada de delegacias em rebeliões infindas pelo mundo.
O CBF cavava túneis para que os assaltos fossem detectados tardiamente. O grupo mandava o dinheiro adquirido para contas na Suíça, nas Ilhas Caimã , em Las Vegas e Paris.
Deputados boêmios foram eleitos, o Papa deposto e em seu lugar, Pedro era coroado como a nova santidada.
Heitor fora seqüestrado juntamente com sua mulher. Ela fora levada a um navio do CBF e ele algemdo nu a uma corrente homana de soldados.Isadora encontrava-se num iate com aulas de nado, capoeira, ginástica, montaria, esgrima, culinária, dança, literatura, artesanato,corte e costura, alquimia, moda, fursal, tênis, basquete, vôlei, patinação em gelo, golfe, tiro, defesa pessoal, etc.
Ela tinha uma espécie de liberdade supervisinada, pois os seguranças eram incontáveis e unipresentes.
Batem à porta da suíte da moça.
_Pode entrar._Fala a bela de cima da cama, que de tão grande parecia uma quadar de futsal.
_Olá, minha linda, como está?
_Amadeu, você foi longe demais dessa vez.
_É, e como recompensa pela minha persistência, dominarei o mundo com você a meu lado.Alguns segundos depois, um tiroteio tem início.
_Chefe, Os Justiceiros chegaram, devemos fugir.Justiceiros era o grupo da lei chefeado pelo judoca, vestia smoking e usava luvas, chapéus e sapatos pretos para se opor ao inimigo, CBF, que usa tudo igual de cor braca branca.
A primeira coligação traz à tiracolo uma bengala-espada verde e a segunda uma dourada.O iate dos Justiceiros dispara mísseis incontinentemente e ataca pelo ar com guerreiros vestidos de negro que voam com combustível de foguete. Em contra partida o adversário se fecha numa blindagem especial e contra-ataca com exércitos voadores brancos que voam com gás Hélio.

O poeta aciona um mecanismo na emorme cama que a trasforma em submarino, parte nele para a Antártida, onde havia uma mansão inda maior que o iate.

Lá chegando, aperta um botão de auto-destrição de seu iate.Caipora afunda os navios inimigos com explosivos. Flash, o Papa, cria uma mega tsunami que abocanha Ásia, Europa e Oceania.
Na Antartida, houve uma tempestade que ,juntamente com explosivos deixados lá pelas tropas de Aureliano, causou o desmoronamento do castelo.
O boêmio fora congelado.Cem anos se passam, as calotas polares derretem, um corpo bóia sendo socorrido por belas mulheres num navio de cruseiro feminino. As lindas fazem-lhe respiração de salvamento.
_Isadora, você me salvou de um afogamento, meu amor?_ O boêmio, confuso, beijou a garota como se fosse morrer naquele instante.
A morena tinha os mesmos traços faciais da avó e também se chamava Isadora, uma guria de treze anos. Amadeu, de corpo e mente tinha dezoito, na realidade era cento e dezoito, mas isso não importava; e eles tinham consciência desse fato.A menina pensou em interrogar o sujeito, todavia não o fez por gostar do beijo inacabável. Era o seu primeiro beijo.

AROLDO FILHO
Pacoti-CE, 19/01/2007

ÉCTOR

P1: A ÁRVOR

Heráctor, descansando sob uma árvore, lembra que nunca subira nela quando criança, e em nenhuma outra, resolve ir até o cúmulo, mas cai desmaiado, um amigo seu Cícero, o qual pensou que estivesse morto, corre ao desmaiado em desespero, imagina-se num futuro em que faria uma estátua parecida com o outro, chamava-a Éctor.
Enquanto Heráctor pensava: _Os sonhos demoram uma vida toda, mas alguns nos matam.
Angeline, mulher de Heráctor, fora avisada pelo amigo de ambos, Cícero, do ocorrido, fazia-lhe respiração.

CAP2: ESCULTOR

Cícero, famoso pela perfeita estátua, realiza uma exposição de suas obras. No ateliê, enquanto dava entrevista para canais de televisão, a obra de artesanato é roubada.
_Roubaram minha estátua! _O artesão desesperava-se pelo desaparecimento de sua mais importante obra, tão famosa que a polícia federal investiga o caso e o presidente dá seus pêsames pessoais por telefone.
A estátua aparece, depois, com vida própria.
_Ei! Você é Éctor, não Pinóchio!
_Sim, mas não é fenomenal ter sua obra-prima viva?
_É, mas como eu explico isso aos meus fãns?
_Acorda, Cícero, você está tendo um pesadelo!
_Endoidou, Boneco..._Heráctor o sacodia, realmente ele estaria a dormir.
_Você sonhou com o quê, meu amigo?
_Com você morto após cair de uma árvore.
_Que estória é essa, tá doido? Eu nunca subi numa árvore!

CAP3: E SE FOSSE PROFESSIA?

Heráctor, descansando sob uma árvore, lembra que nunca subira nela quando criança, e em nenhuma outra, resolve ir até o cúmulo, mas cai desmaiado... O restante, vocês já sabem...
_Ei! Você é Éctor, não Pinóchio!
_Sim, mas não é fenomenal ter sua obra-prima viva?
_É, mas como eu explico isso aos meus fãns?
_Acorda, Cícero, você está tendo um pesadelo!
_Endoidou, Boneco..._Angeline o sacodia, realmente ele estaria a dormir.
_Você sonhou com o quê, meu amigo?
_Com Heráctor caindo de uma árvore.
_Você é Heráctor.
_Não, eu sou... Heráctor. _Reconhece frente ao espelho.
_Quem pensava ser?_
Cícero.
Nesse momento alguém bate à porta, era Cícero, que também dizia ser Heráctor.
_Não pode ser! _Diz Angeline em fúria.
_Estão querendo enlouquecer-me!
_ E sai.
_Agora, me diga, Heráctor, o que fizera hoje?
_Na verdade, nada, mas bateu-me uma vontade de subir numa árvore...
_Desista!_Fala Cícero_ Com o meu corpo não!

CAP4: UMA VISITA INESPERADA

Batem à porta.
_Mas você é igualzinho a meu marido! Como é seu nome?
_Éctor, senhora Angeline, fui feito por Cícero, por alguma razão criei vida, sou a memória de um amigo dele, Heráctor, que falecera quando subia numa árvore.Angeline o leva ao quarto, onde se encontravam os dois amigos.
_Éctor, _Diz Heráctor _ pensei que tudo não passasse de um sonho.
_Justamente por isso vim aqui, para acordá-lo.

AROLDO FILHO


CAROL

CAP1: FELICIDADE

Antônio era um sujeito calado, com fama de antipático, mas por baixo do semblante sisudo suspirava um amor platônico por Carol, vivia a sonhar com essa, todavia, faltara-lhe coragem para revelar-lhe seus sentimentos.
Um dia recebera um bilhete:

CONVITE ESPECIAL

Meu estimado amigo,Convido-o para a celebração de meu casamento
Dia três de setembro

Atenciosamente,Carol.

No verso do convite estava escrito a mão:

Caso-me com outro, mas sabe que minha paixão é antiga; um certo Antônio que não demonstrava o que sentia. Se amar-me, é o que almejo veementemente, empeça esse ato insano, do contrário, queime este.

A certeza de uma vida palpitava no peito amado, pior é ser retribuído e não saber. O homem compra paletó, gravata, cartola, mas parece um mágico. Na data esperada é eficaz. Prestes a responder a indagação sagrada a noiva olha ao redor, alguém se aproxima do altar.
_Minha querida, venha cá. Agora sei que posso enfim ser feliz, sempre a amei, esperava um sinal claro, dê-me a mão e partamos o quanto antes. Prometo respeita-la para a eternidade conjugal.
_Não pensei que fosse capaz, meu amor, de tamanha proeza, porém fê-la em boa hora, sigamos nossos sentimentos.

CAP2: O DIA DO MATRIMÔNIO

Ele sorria com ar irônico ao discutir com o progenitor: _Parabéns! _Dizia após o recebimento de uma bronca.
_Pode deixar que eu vou a pé! _E entrega o volante ao outro.
_Continue assim e você perde a carteira, rapaz! _Berra o guarda que se aproximara.
_Seu guarda, eu já lhe passei um esparro, ele só parou porque o obriguei, contudo, hoje é seu casamento, alivia aí, tá?
_Claro, dessa vez passa.
_O senhor pode assistir se quiser, quem convida é o pai do noivo.
_Dê-me o endereço que passo lá mais tarde, afinal o que importa é a festa, ou melhor, a comida, não é verdade?
Já na matriz, antes do “sim”, na expectativa do beijo e do arroz, o vigário entona a clássica oração: “_Quem tiver algo contra essa união, que fale agora ou se cale para sempre!”.
Para a surpresa geral, um tal de Antônio declarava-se à “dama de branco”, o que fez com que todos, até o padre, caíssem no riso a pensar que se tratava de uma brincadeira. O casal enamorado casava-se noutra cidade horas mais tarde.
Carlos não acreditou quando sua futura mulher fugia com outro, saiu furioso, bateu o carro, vagou que se perdeu, com a cabeça a mil, reagiu a um assalto e correu em meio a tiros.
Daquele dia em diante ninguém mais chegou a ver Carlos, nem mesmo seu cadáver fora encontrado.
Alguns meses após, Antônio e Carol foram presos por assassinato, com vários corpos sedentos sobre os lençóis. Dizem, mas ninguém confirma ter provas concretas, que os mesmos assaltantes que atiraram em Carlos é que estariam ali mortos.
E nas celas onde foram presos os protagonistas deste, estava escrito nas paredes, em letras garrafais: A morte, já que virá a todos, está interligada em uma cadeia, mate alguém e estará cometendo suicídio, morra que outros o acompanharam em velórios simultâneos, pois, se os punhos da rede, que somos nós, quebrarem, ela irá abaixo, essa é a lei que seguimos sem consciência.

AROLDO FILHO

CLARICE

CAP1: UTILIDADE

As células, quando substituídas, possuem um mecanismo de autodestruição. Sem uso, as coisas mofam, se enchem de poeira. Sobrecarregado, tudo pifa. Pessoas em desespero recorrem às armas, cordas, lugares elevados, etc., e todas possuem algo em comum: O pensamento de inutilidade ou incapacidade seja lá em que for.
Assim é Clarice: uma mulher brilhante, com ótimas amizades, de boa família, com imagem respeitável, aparência excelente, perfeita postura e carisma incontinenti.
Fora do trabalho não há promoções, mas paixões errôneas, um alcoólatra como namorado, outro, machista por noivo, e um terceiro, de marido, raparigeiro incontestável.
O último com quem se envolveu era controlador em excesso, isso a fez pensar que todos os homens encaixavam-se obrigatoriamente num dos quatro itens acima.
Agora Clarice não tira a idéia suicida da cabeça.

CAP2: O SALTO

Clarice decide seu destino, sobe uma montanha e se atira, no exato instante em que um grupo de pára-quedistas treinava, um dos saltadores, Renato, vai de encontro à moça e a agarra, um segundo, Robsom, consegue abrir o pára-quedas do irmão e em seguida o próprio.
No solo, algum tempo depois, Renato indaga, furioso: _Que deu em você; está maluca?
A mulher, em choque, não responde, apenas chora. Renato a abraça.
_Desculpe, eu não queria bradar assim...
_Convide-a para a festa, meu irmão.
_Não, eu não vou. Lamento desmanchar a diversão de vocês, mas vou embora.
_Espere, _Insiste Robsom _Deixe-nos ao menos deixá-la em casa.
_Está bem.
E na casa conversaram por horas.
_Que é isso moça? Não desperdice a beleza e juventude assim, um dia encontrará quem a faça feliz, enquanto isso, vamos ao espetáculo.
_Esse tal cantor, de quem vocês tanto falam é bom mesmo?_Sim, o Amadeu, nosso amigo há tempos, é cantor excepcional, e além do mais, não temos o que fazer hoje à noite.
_Está bem.
Trocaram telefone, iriam pegá-la às 10h.

CAP3: AFESTA

Clarice não se decidira, mesmo assim se arruma. Quando seus amigos chegam, ofereceu-lhes um café, esses beberam e desmaiaram, ela colocara tranqüilizante.
Isso se dava ao fato deles chegarem mais cedo.Não foi intencional, acontece que a mulher queria dormir, fez chá, na dúvida se iria mesmo à festa, colocou muito sonífero, mas ofereceu por distração, ainda abalada com tudo que aconteceu naquele dia.
Batem à porta: _Olá, a senhora é Clarice, presumo. Sou Amadeu, uns colegas meus...Aqueles que por sinal dormem ali, Renato e Robsom, deixe que os acordo.
_E, de um modo que ela não entendera, ele acorda realmente aos amigos.
_Aahh! Tive a impressão de levar um tremendo choque! _Disseram os irmãos simultaneamente ao serem acordados de supetão.
_Sim, dei-lhes um choque, esse lá é hora de está dormindo!_Desculpem-me, é que o chá está com sonífero, que eu iria tomar, sabe?
_Vejo que você perderá o melhor da festa, quando meu amigo, Ademar, canta, quem sabe não daria tempo dançarmos antes de eu subir ao palco...
_Então, como estou distraída, você é o cantor...
_Na verdade um dos...Quem abre o show sou eu, _entra Ademar _ desculpe, mas a porta estava aberta, aqui estão: quatro ingresso-cortesia. Muito prazer, a senhorita é?_Clarice.
_Irei na frente, pois já vai começar com atraso. _E saiu apressado.
Na festa, um tal de Meteoro busca encrenca com Dário, um ator de filmes de ação que não perde uma luta desde os onze anos de idade.Mesmo tendo caído dezenas de vezes, entre socos e pontapés, o encrenqueiro tinha “uma carta na manga”, era telecinético.Soáres, ao ver o amigo voar longe, liga para a polícia, leva o amigo para o hospital,voltando para acerta as contas sendo desmaiado pela força mental de Meteoro.
_Isso deveria fazer parte da coreografia apresentação?_Pergunta Clarice, alheia a tudo.

_Deixe que eu resolvo isso. _Diz Amadeu, confiante, vai até Meteoro e o deixa inconsciente com um tremendo choque. Safira aparece, _Leve-o, sabe para onde. _ordena Amadeu, Safira segura o telecinético pelo pescoço e sai arrastando-o.A festa acaba antes mesmo do começo, Ademar quer ir embora, visto que o clube está todo quebrado._Deixe que dou um jeito nisso. _Com seus poderes elétricos, Amadeu reconstruiu o lugar, fez com que todos aqueles que abandonaram o local voltassem, com uma ajudinha do Curinga, e distribuiu uma fórmula grátis, capaz de recuperar todos os estragos físicos, a famosa Vitamina-Mestra.Dário voltava recuperado, Ademar cantava novamente, Amadeu dançava com Clarice, mas Edgar chega no finzinho e conquista o coração da moça com apenas um olhar, vai entender! E eu, Elias, avisto meu avô, Amadeu, saindo enfurecido, outra mulher que o rejeitara.É, no entanto, os outros; Dário, Soares, Ademar, Renato e Robsom, também ficaram “chupando o dedo”; confesso, também fiquei.

AROLDO FILHO

ANJO NEGRO VERSUS COLIBRI



CAP1: ALIANÇA RÚTILA E O COLIBRI DOURADO

Colibri voava sem rumo, lembrando de Asabarcelri, será mesmo que imaginara todas aquelas personagens?



Longe dali existia outro com seu mesmo nome, Augusto, o Anjo Negro, o qual encontrava-se trancafiado na própria semente, esta se detona a rechear quilômetros quadrados de montanhas e florestas, sem contar a “ave”, que passara a chamar-se Colibri Dourado.

Com a Aliança Rútila fora de ação, os Abutres governam o planeta, aquela, ao sair da semente, fora capturada pelos segundos, que acabavam de invadir Asabarcelri.

Anjo Negro, depois de nocautear alguns Abutres, foge pelo ar, esbarrando em Colibri Dourado. Começam a duelar quando são capturados

_A culpa é sua, se prestasse mais atenção no caminho que segue, esses malditos nunca nos alcançariam! _Relata Colibri Dourado em fúria.

_Que adianta discutirmos a causa perdida. _Conclui o outro.
_Mas, isso poderia ter sido evitado, se...
_Está bem, mas poupe-me os ouvidos dessa baboseira!
Ambos fogem minutos após ao encarceramento


CAP2: URUBU-REI

A sala do chefão é aberta.
_Por que não bate?
_Pois não, chefe, bato agora.

O soldado Abutre aplica vários golpes mal-sucedidos, logo sendo arremessado à parede.

A porta é novamente aberta, e a cena se repete.

_Que pensam os dois, têm a petulância de imaginarem-se páreos para mim, vosso mestre, Urubu-Rei?

_Jamais fui, nem serei, seu discípulo, há tempos luto contra o mal e serei vitorioso. Saiba que será derrotado pelo Anjo Negro!_Também nunca estarei a vossa mercê, hei de destruí-lo, palavra de Colibri!

Urubu-Rei aperta um botão, abrindo uma passagem, dela surgem outros chefões: Fênix, Corvo Branco, Gralha e Meteoro, cada qual dispunha de esquadrão próprio.

Fênix lança chamas, Corvo Branco congela-os e Gralha emite um som estridente, os três golpes combinados estraçalham as placas dos miúdos.

Anjo Negro cria um imenso buraco-negro, entretanto, Meteoro, com sua telecinese, joga os Augustos nele, sugando para si os poderes de ambos.

_Vocês se precipitaram com a tolice de vencerem e mim. Agora estão aí derrotados. Rendam-se aos governantes deste mundo ou morram! Admitam que eu sou seu soberano. _Pabula-se Urubu-Rei sem imaginar o quanto cantara vitória em tempo indevido, quem previsse o futuro perderia a mania de ser atrevido.

CAP3: PIRILAMPO E PETRO

O curumim, que outr’ora intitulava-se Colibri Dourado, dá um soco no solo puxando a própria sombra para dela fazer armação, nomeando-se Petro.

O guri, que fora conhecido por Anjo Negro, põe as mãos para cima fechando-as e arrastando-as para baixo sugando a luz para si, denomina-se Pirilampo.

_Vocês irão sentir a potência de vossos desafiantes, é chegada a hora de vossa morte. _Ambos falam em sincronia, lançando o raio com todo seu poder combinado: _Aurora Ocidental! _Os antagonistas, o salão e até metade de Asabarcelri são destruídos.

_Sairei pelo mundo a caçar Abutres, todavia, inda volto para um duelo mortal entre nós, apenas um Augusto deverá existir. Esteja preparado.

_Estarei. Reconstruirei minha cidade natal, caçarei Abutres em meu governo, aguardo seu retorno ansiosamente.

_Arrivederci, Saracura!

CAP4: A BATALHA FINAL

Os Abutres estavam “extintos”, de um lado do planeta Pirilampo reinava, do outro, Petro.Asabarcelri recebe a ilustre visita daquele que prometera retornar.

_Como você vê, meu caro Augusto, estou de volta. _Apertam-se as mãos.

_Creio, meu xará, que já é chegada a hora de disputarmos o título de czar do Planeta.

_Sim, mas, antes gostaria que soubesse, sou um clone seu, fui fruto de experiência dos Abutres, conseguiram seu D.N.A. por intermédio de Negüidâd, um caudilho de Gralha, Astro, dirigente das tropas de Corvo Branco, e Flod’ambrópio, um comandante de Fênix, que por sua vez, eram capitães de Urubu-Rei, esse também tinha Meteoro por administrante de tropas, mas pertencia a uma facção d’As Hienas, um grupo que fora comandado por Sírio, todavia, seguiu desvinculado deste que imperava um grupo de seu mesmo nome. Um Abutre revelou-me isso antes da falecer. Por isso tenho poder semelhante ao seu.

Os reis concentram o poder num soco, ambas as chapas fragmentam-se numa detonação, os dois em chamas caem e morrem, as cinzas que sobram espalham-se ao vento.

Um raio corta os céus divisando dia e trevas, um tornado de trovões enérgicos assombra, algo não visível se forma da mistura de luz, cinzas e escuridão. Alguém sai do turbilhão em direção ao povo.

_Quem é você? _Indaga Nuvem.
_Não reconhece a tua estirpe? Viu-me aqui mesmo há pouco._Augusto!_O próprio.
_Mas como, se o vi falecer nesse instante, o que aconteceu de fato? Explique-me.
_Minha infância anoitece para que a fase adulta amanheça.

Aroldo Filho
Fortaleza-Ceará, 2005

AUGUSTO


AUGUSTO

Augusto não compreende o porquê daquela semente na cabeceira de sua cama, grita por seus pais, repara que seu quarto era, no mínimo, muito estranho, não tinha nenhuma lembrança daquele local, muito menos daquela porta metálica ultra-reforçada.

O prisioneiro tenta arrombar a socos e pontapés a única passagem do recinto, esqueceram de por janelas, suas mãos sedentas ao entrarem em contato com a semente possibilitam o desenvolvimento desta.

Um arbusto surge aos poucos, frutos alimentam ao preso confuso que decide fazer armadura dos galhos, folhas, sementes e espinhos, e um desses últimos serviria de gazua para o piá. A cama também é utilizada para retoques finais, as molas dão impulso e velocidade, o colchão conforta o interno da vestimenta, a madeira é obra das asas, elmo gládio e pavês.

_Colibri, é assim que me chamo. _Falou consigo.
_Onde pensas ir? _Diz a sentinela.
_O Bem-te-vi vomitou carniça, o Burro morreu, no entanto, meu pingo d’água é bem distante daqui.
_Pegue e vista, seja um dos Abutres como nós!
_Sou Colibri, não Abutre, seguirei meu destino longe de vós. 

Antes ser ave solitária que ter como vizinhança carniceiros, que em vez de zelarem pela vida vivem alimentados da Morte.

Os Abutres tentam capturar Colibri, que os acerta com a espada, o escudo, uma armada e uma chapa rodada, e levanta voo rumo a um destino a se construir.

Aroldo Filho

SEMENTE

SEMENTE

Augusto marca reunião com a Aliança Rútila, fazendo alguns pedidos estranhos:
1.Gorro do Saci
2.A raiz (mandioca) e as canetas de Mani
3.A Vitamina-Mestra, fórmula de Alex
4.O pó de pirlim-pim-pim de Emília (personagem de Monteiro Lobato)
5.Frutos, folhas, galhos, raízes e sementes (essa parte era função era de Curupira e Víride, ambas conhecedoras da natureza)
6.Amônia
7.Rutina
Augusto coloca todas as suas exigências em uma grande vasilha, após a mistura transforma-se numa pequena semente.
_Paulo, Diáfano, Dário, Éctor e Nuvem, venham cá! _Impera o garoto.
_O que deseja? _Indaga Diáfano.
_Cada um de vocês trate de escolher uma equipe, vou realizar um torneio entre nós.O vencedor receberá esta semente, tornando-se nosso novo líder.
_Você competirá? _Indaga Éctor.
_Serei o juiz.
_Mas o que essa semente que você criou tem de tão importante? _Pergunta Nuvem.
O guri lança a obra-prima para seu bisavô, que não consegue levanta-la, os demais soltam gargalhadas, contudo, ninguém pode erguer, todos ficam desanimados.
Desapontados com a própria fraqueza, tentam quebrar a causa de seu abalo, uma vez que tentaram em vão resolvem começar o torneio.
Éctor vence Diáfano na final, todavia inda teme não erguer o troféu.
_Não tema! _Diz o árbitro mirim.
_Isso pesa demais.
_Vamos lá, deixe de fazer manha!
O campeão ergue com muita dificuldade, por um triz apenas, logo larga causando um buraco no piso.
_Antes da posse vamos brincar de carimbo com a semente como bola.
_Não ficou combinado que eu assumiria, Augusto?
_Tá certo, após o jogo, pois esse nos fortalecerá. Espero ver-nos poderosos como éramos antes de Negüidâd, Astro e Flod’ambrópio, no entanto, se não concordarem comigo, que assuma o trono agora o novo rei.
No jogo só após cinco horas alguém consegue arremessar a “bola”. Treinam todos os dias, durante seis meses.
O infante vence sempre, todos os outros, prefere esse um contra todos.
Um dia Éctor acerta Augusto no centro da testa com tamanha força que a semente parte-se ao meio. A obra-prima cria um campo-gravitacional, suga alguns quilômetros ao redor de si e fecha-se.
Augusto abre os olhos, estivera dormindo todo esse tempo, desenrola-se, acende a luz e começa a entender que Aliança Rútila, Vitamina-Mestra, I.T.I.E.C...._Não pode ser verdade! _Brada aflitivamente entre soluços e lágrimas. Ele encontra uma semente na cabeceira da cama.
Cá pra nós, existimos de verdade ou somos um mera ilusão do Augusto?

Aroldo Filho

ANJOS


ANJOS

CAP1: A MISTURA

Um garoto escondido permanece na escola esperando a madrugada, ansioso por uma chance de ficar no laboratório de ciências isolado das críticas e cortejado pela liberdade de criação, contudo, acaba trancafiado no armário azul da sala, proibida para os que ignoram os efeitos fisiquimibiológicos.

Mateus, o guri preso no armário, era bastante esperto, planejara cada passo, alguns colegas arranjaram-lhe muitos produtos químicos, criam cegamente em sua capacidade de criação, suas fórmulas e explicações de novas teorias pareciam tão perfeitas quanto complexas e exóticas.

Tudo de que precisaria era de um laboratório, a oportunidade de provar a autenticidade das formulações que inventara.
Primeiramente saia-se da clausura com auxílio de uma substância ácida espalhada sob forma de um quadrângulo e um chute; estava fabricada a semiporta.

A roupa do menino maroto continha inúmeros bolsos internos tanto na blusa como na calça, em cada deles amontoava vidrinhos repletos de substâncias não permitidas, na mochila outro tanto.
Bloco e caneta a mão, iniciada a operação, os acréscimos de informações eram cautelosos, precisão é a alma das grandes descobertas científicas.

Mateus fez um cálculo errôneo e de repente uma fumaça colorida toma conta do lugar. A porta é arrombada sem muito barulho, a fumaça some.

_Mãos ao alto! _Fala o estranho._Seu polic...(não é policial, cadê a farda?) _O garoto se dá conta de que está defronte com um ladrão.

_Não atire! _Implora o kid.

O bandido abre a jaqueta, como para guardar a arma, no entanto, pega o silenciador, encaixa no calibre e atira no mirim.

CAP2: A REAÇÃO QUÍMICA

D.Júlia, mãe do piá, sente a falta do curumim à noite, chama Seu Lucas que conferia a cama vazia.

_O telefone da escola não atende! _Grita a mulher exasperada.
_Ligue para a polícia que irei sair a procura dele._Vou com você.
_Não, alguém deve estar em casa quando nosso filho chegar.

Seu Lucas avista um incêndio no colégio onde seu piá estuda, os bombeiros, atônitos, chamam ambulâncias.

Bandidos em chamas eram jogados para fora da escola com uma incrível força.O pai por via das dúvidas, indaga a José Felipe, um dos bombeiros, se não fora avistado um moleque no recinto ardente.

_O que uma criança faria no meio de tamanha incandescência?_Sabe-se lá, meu curumim sumiu, sabe? Minha mulher está aflitíssima, acontece que o kid estuda aí.

Nesse momento surge o moleque jogando três delinqüentes pelos ares, brada forte: _Apaguem-me esse fogo!O pai corre aos pés do piá: _Queimou-se, meu gene?_Que nada, pai, força de expressão, um desses idiotas atirou em mim, entretanto, meu campo-de-força protegeu-me, e além, com a explosão, ganhei a força de um tubarão-baleia.

Esse é o resultado de minhas experiências submetidas ao calibre de um imbecil com seus revólver e silenciador. Veja como silêncio não cabe à ciência.

CAP3: A RESSURREIÇÃO DE ALENCAR

No caminho de volta para casa Alencar presencia um crime._Matem-no! _Diz o chefe do bando.

A testemunha ocular põe-se a correr, mas é pega e morta com um tiro na cabeça, em seguida é posta no porta-malas de um veículo e, à noite, é enterrada, juntamente com os corpos das vítimas anteriores.

Na noite seguinte os bandidos chegam ao cemitério para enterrar outro corpo, porém, avistam um curumim emergindo da cova, reconhecem-no.

Saem de seus carros, sacam as armas e atiram.O piá voava e as balas ficavam-lhe em órbita antes de atingirem os marginais. Feridos, os criminosos o interrogavam: _Como fez isso?

_Você não morreu?
_Você é um zumbi, gosth ou E.T.?

Alencar resolvera contar: _Não morri, nem sou alienígena, espírito ou zumbi, isso não existe. O tiro ativou todas as partes do meu cérebro, tornei-me telecinético.

Sem mais explicações os mal-feitores foram suspensos e levados à delegacia mais próxima, lá o mirim relatou o ocorrido, no entanto, os policiais atiravam no curumim, então, irritado, o guri explodira as armas de fogo, amputando uma das mãos em todos esses.

Por fim, polícia e bandidos foram presos na mesma cela.Em casa a mãe lhe interroga em desespero: _Aonde você andou, moleque?_Havia telefonado “para Deus e o mundo”.

O filho contara tudo detalhadamente, desde o crime avistado até a prisão realizada por ele, contudo, a mãe não crê.

O pai o sacode._Fale a verdade, vamos!
_A verdade é esta. _Responde Alencar ao pai secamente.
Terminada a frase de resposta o filho levita a si próprio, aos pais, os objetos de casa e todas as casas do bairro.

CAP4: CALOR NO CORPO, FRIO N’ALMA

De repente o Céu estremece num estrondo, relâmpagos ofuscam todos os olhos enquanto o Sol se esconde atrás da tempestade.

O chão é ferido, formando imensas crateras, pelos milhares de corpos decadentes das nuvens, parecem cavaleiros medievais, contudo, são apenas robôs controlados por satélite, invenção de Mateus, com o intuito de cumprir a missão de prender o mais novo temor militar, Alencar o pára-normal.

Os androides levantam-se como se nada ocorresse, Alencar causa a explosão desses com um mero fechar de olhos, não que o poderoso homem seja ruim, uma vez que bastou descobrirem sua capacidade evolucional para o início da caça.

Visto como um possível sanguinário, o pára-normal teve sua moradia incendiada e ainda curumim fora aprisionado, amarrado com fios de adamantium, isso não o segurou por muito tempo.

No início, o telecinético desesperou-se, o que de nada adianta a quem está preso da cabeça aos pés, por fim, concentrou-se e derreteu o metal por inteiro, em seguida, fabrica um campo-de-força em volta de si mesmo e saiu em fuga estraçalhando paredes.
Lança-chamas foram usados pelos guardas, o poder do garoto estava fraco.

Desde então Alencar teve duas certezas, a primeira, ele não era invencível; a segunda, em função da primeira, seria um eterno fugitivo.

Aquele instante de reflexão o fez sentir um calor no corpo, as chamas, e um frio n’alma, o temor pelo que lhe aguardaria no futuro.

CAP5: SAFIRA

Batem à porta do laboratório.

_Quem é?
_Sua nova ajudante.
_Quando a chamaram?
_Hoje mesmo, para auxilia-lo na captura de Alencar.
Mateus a deixa entrar enfim.

_Como se chama mesmo?
_Paula, mas pode me chamar de Safira.
_Por causa dos belos olhos que ostentas?
_Negativo.
_Pois então...
_Estou trabalhando numa armadura, que é especialmente dessa pedra.

_Posso vê-la?
_Pois não._Paula tira da mochila, que levara consigo _O que achou?
_Precisa de lançadores de raios, balas ou qualquer substância anticampo-de-força.

_Não se preocupe, amanhã estará pronta.
_Também trabalho em uma roupa, quer avistá-la?_Absoluto.
_Está finalizada na verdade _andou rumo a uma passagem secreta de onde alguns minutos após saiu vestido como um ifrit.
_Magnífica! Qual matéria usou?

_Vários: Nas asas diamante, nos braços lavrita, nas pernas alabanda e no restante rubi-negro, além do elmo de diamante azul. Inda coloquei chips, armas, ganchos, teias, redes, molas, baterias de energia solar, ar-condicionado portátil...

_Denominar-se-á Iandú voador?_Não... Nesse instante uma das paredes do laboratório é destruída._Rápido, _Brada Mateus para Paula _para a entrada secreta! 

A guapa em vez despe-se, quando agacha em prol de por a vestimenta blue, um homem acorrentado é jogado sobre ela, consegue liberar-se e voa em fuga.

O bando que o capturara não voa, entretanto é mui veloz. Uma parte segue o fugitivo, outra amarra os dois cientistas agentes do governo, ambos são levados como reféns, o laboratório é saqueado e destruído em seguida.

CAP6: CURINGA

Alencar é perseguido por um grupo intitulado As Hienas, quadrilha recente, com cerca de dois anos, esse é o primeiro ataque, porque decidiram equipar-se antes com armaduras de façanhas ultra-humanas.

Não restara um só vivente na cidade daquele dia que não fora vítima da gangue e em pouco no país.

_Hora do teste _Pensava baixo Mateus, quase a tremer-se. Um de seus truques era os lança-chamas dos pés à cabeça, um segundo o Terachoque-Wi-Fi, e o terceiro seria amarras de adamantium.

_Terachoque-Wi-Fi! _A garota vestia-se, quando liberta, permitindo-se abraçar, zarparam pelos ares. _Só há uma saída, nos aliaremos ao inimigo.

_Que seja!Alencar dava os retoques otimizadores duma armadura esculpida com esmeralda, topázio, quartzo de rocha, pedra d’água e marfim, etc. A forma, embora tivesse asas de cristal, seria de um Bobo da Corte, Arlequim ou Pierrô, preteriu esses a Curinga.

O Curinga só pensava no que fazer perante o caso d’As Hienas, a conclusão nunca estivera tão longe de um mortal quanto naquele triz de filamentos; Ele, Elas e O Governo eram rivais entre si.

Em crise, o Palhaço Triste presenteia o país nato com uma nebulosa de saraivas gigantescas, e apesar dos megranizos a Quadrilha Maldita agia vigorosamente sem um aranhão sequer.Mateus bota órgãos de vôo no dorso de sua companheira.

CAP7: O TRATO

_Alencar, é você mesmo? Talvez não me conheça...Depois de algumas horas tudo fora explicado, que ele estivera trabalhando no governo, o laboratório destruído, a infância sonhando em ser cientista.

O Curinga fora convencido de que se salvasse o país passaria de procurado para agente federal, contudo, deveriam agir logo.

_Está bem, colaboro. Sou muito poderoso na realidade, portanto, sua ajuda é dispensável, todavia, não moverei uma palha em reparação do País, a reconstrução é por conta de vocês.

_Feito. Quando conseguir, seremos parceiros de trabalho.

A tempestade finda-se, Curinga fecha os olhos, concentra-se, localiza cada integrante da gangue e congela um a um, ao término, balbucia, exausto: _Congelei todos. Agora os procurem e os prendam.Mal terminara a frase, caiu impassível, desmaiou por esgotamento físico.

Mateus achou melhor não removê-lo, Safira quis ficar.

_Permanecerei aqui de guarda.
_Está bem, de toda forma, minha armadura é veloz, não demorarei muito.

CAP8: ANJO CIBERNÉTICO

A quadrilha só descongelou só descongelou após duas semanas de prisão. Pessoas em todo o país odiavam e louvavam o Curinga, tanto pela nevasca quanto por prender As Hienas.

_Alencar!

Ao ouvir a pronúncia do seu nome Curinga acorda, ao avistar Paula pensa ter morrido e que se tratava de um Querubim.

_Um Serafim abre os portões do Firmamento para que eu permeie no Paraíso Eterno, E São Pedro perdera o emprego para ti? Querubim, tens nome?

_Paula, mas pode chamar-me Safira. Quem sabe você receba alta amanhã mesmo. _Mateus chega para visitar, já escolhera um cognome, Anjo Cibernético.

Adentra o quarto deparando-se com Safira nos braços do outro, entre beijos, prefere retirar-se, no entanto, quando dá meia-volta, é invocado.

_Ei, venha cá!
_Que quer, Alencar?
_E o emprego? Não pense que esqueci.
_Desculpe a promessa quebrada, mas metade da população na pátria o odeia.

_Melhor que cem por cento. Quem sabe se não me candidato a presidente, então poderei demiti-lo.

Eles riem e marcam um combate de Curinga versus Anjo Cibernético para dali a uma semana.

_Mas depende de Safira.
_Que tenho eu a ver com isso?
_Ora, preciso de muitos beijos seus para recuperar minhas forças.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará