quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Súbita paixão de um dançarino

O sorriso dela me atraiu, sem perceber, lá estava, eu, convidando-a para dançar, contudo, vejo-a ser puxada abruptamente pelo braço. Pergunto-me se era seu namorado ou simplesmente um engraçadinho que me roubara a vez de tê-la por meu par.Deixei-me perder em meio à multidão de pares, o ar pareceu-me rarefeito, o que fazer? Uma lágrima foge do olho esquerdo, descendo retilínea sobre meu coração, certa dose de angústia desliza garganta a baixo em um gole.A música dá uma trégua, consigo localizá-la, a deixa que precisava. Interrogo-a sobre um possível baile entre mim e ela, resposta negativa, argumento um porquê, ela diz não saber dançar, demonstrando desinteresse. Indago se aquele que a puxou seria seu namorado, digo meu nome, quando peço telefone ganho uma desculpa.Chama-se Leila, sem namorado, entretanto, parece fria, será timidez ou apenas indiferença para comigo? Vou até a garota pela última vez, entrego uma folha com o desenho de seu rosto e uma poesia que fiz durante a festa, porém, saio do clube sem esperar o resultado causado pelo meu presente.Ligo a chave, escuto uma pancada, olho para o lado, abaixo o vidro, uma garota apresenta-se como Cheila, irmã de Leila. Recebo uma folha, a mesma que eu havia entregue, a garota não gostou, foi o que me ocorreu, todavia, desliguei o carro e olhei novamente para a folha. Tinha um número de telefone, liguei imediatamente, ocupado, seria uma brincadeira? Dei a partida mais uma vez quando escuto nova pancada, era Leila, entrou no carro e beijou-me.

Aroldo Filho

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