Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

MAESTRIA

A maestria de teu semblante
Conduz meus brilhantes
A seguir-te os esses
Chego a escutar os sons
Perdidos de teus pensamentos
Mas esses soníferos filamentos
Isentos de leitura

Escondidos na candura
Do anjo de alvura
Fogem-me à decifração
Como saber se guardas
Minha foto em mente
Ou se há guardas
Em teu coração?

Aguardas minha chegada
Na alvorada de tua vida
Ou no entardecer da guarida
Sem coragem de ação?
Estou só ao Sol do meio-dia
Estarás sempre na via
És minha constelação

Aroldo Filho

ANJO NEGRO


ANJO NEGRO

Diáfano é atraído por um computador ligado, senta-se em frente a tela, começa a jogar, a imagem de um buraco-negro aparece aos poucos, o homem é sugado para o interno da máquina e logo após jogado para fora. Seus olhos tomam uma forma de espiral, mas volta ao normal.

No dia seguinte, todos os componentes da Aliança Rútila estão acomodados em suas poltronas aguardando respostas para a convocação dessa reunião de última hora, enquanto o solicitador prepara o discurso testando o microfone.

O palestrante inicia com um truque, retira da cartola um baralho, pondo-o na mão e apertando-o de forma que caia uma carta sobre cada espectador. Ao estralar de dedos as cartas transformam-se em livros, então Diáfano, o palestrante, dá a ordem: _Vamos, amigos, leiam! 

Augusto abre o seu com cuidado, no entanto, fecha-o no mesmo triz, percebendo que seria absorvido, contudo, o restante não faz o mesmo ocorrendo o mesmo que com o vice-líder no dia anterior.O filho de Dr.Douglas amassa o que lhe foi dado, carregando-o com eletricidade, chama Diáfano: _Genédia, pega de volta minha dádiva! _em seguida arremessa, o outro segura; o meio de leitura destrutiva explodira nas mãos do ilusionista.

O arremessador, antes de sair em disparada, debocha: _Isso é o que acontece para quem não seleciona o que lê. E a sessão, está ou não encerrada? O guri foge por um milésimo, à sua frente um imenso buraco-negro o engole, porém, o curumim cria buracos-negros dentro do já existente desintegrando o campo-gravitacional do oponente, mesmo assim seus poderes são roubados, ao menos o piá recupera sua forma humana e não é hipnotizado._Apareça, covarde! Sei qu’inda habita esta sala. O que espera? Vamos logo com isso! 

Nada adianta os apelos do infante, que se vê no momento a enfrentar seus aliados de outr’ora, os quais, hipnotizados, insistem em ataca-lo.O pequeno apela outra vez, mas desta já nocauteou os colegas: _Não vai surgir? Então por que ocupa meu tempo, seu fracote?

_Fracote, eu? Qual motivo o leva a pensar tal coisa a meu respei... _O homem é atacado com uma chapa rodada, apenas em ouvir o kid soube golpear precisamente._Gostou?_Você me surpreendeu, mas o Homem Elétrico não é páreo para Negüidâd! 

Depois de leva-lo ao chão pela segunda vez, com um tesoura, o protagonista indaga ironicamente: _Tem certeza... Olha que é feio ficar se vangloriando, hem! Pensa que será fácil?Parece que Negüidâd aprende a lição, não mais responde, concentra-se em apenas atacar. 

Um aliado desse chega apresentando-se como Astro, e um outro como Flod’ambrópio. Enquanto seu aliado descansava da batalha com a criança, Astro reproduzia esta e toda a sua tropa caída pondo-a contra ela, que inda comentava: _É, percebo o motivo de seu nome, a minha fronte encontro um Augustastro, Diafanastro, enfim; toda um Aliançastra Rutilastra. Mande-me seus pseudolutadores que os detenho.Flod’ambrópio com seu poder embriagante entorpece o guri, Negüidâd constrói outro buraco-negro e os lutadores de Astro o empurram para dentro. 

Mesmo sem poder, Augusto consegue desfazer o encanto, soca o solo arrancando-lhe a própria sombra e dela fazendo vestimenta._Outr’ora Homem Elétrico, doravante me conhecerão por Anjo Negro. Agora vocês verão o que o que é se meter com um homem que já foi águia, coruja, morcego, gato, abelha, aranha-caranguejeira, formiga, ao tempo em que portava imensos poderes elétricos. Não pensai que estarei a vossa mercê daqui a pouco. 

Anjo Negro amarra os três com teias que atira do pulso, e assim também o faz às criações de Astro. Os buracos-negros de Negüidâd não mais o atingem, a entorpecência de Flod’ambrópio apenas o faz fortalecer os venenos que produz.

Os antagonistas quebram as teias simultaneamente, no mesmo instante em que o gonista arma sua cartada final; produz três ferrões no braço destro concentrando os venenos de abelha, aranha e ácido de formiga rural, com a visão de coruja e águia, mais a velocidade da última adicionada à agilidade de felino e ao senso de localização de morcego, lança os ferrões com miras exatas.Ao serem atingidos, seus inimigos explodem. Anjo Negro cria mais ferrões, em ambos os braços, lançando-os com tiros de metralha, até ver todas as cópias paraguaias em cinzas.

Aroldo Filho
Pacoti-Ceará

VOVÓ ASSASSINA



Antes de ontem, ao subir no ônibus, um grupo de rapazes tirava sarro de uma senhora, um deles esfregava a cabeça num gesto de dor. Eram quatro jovens que voltavam pra casa; participam de um projeto do exército no qual fazem estágio em troca de estudo, pelo que entendi._Ele está moco!_Dizia o da frente.Não passamos a roleta pois não tinha lugar vago na frente. Sobrou apenas um espaço junto aos garotos, onde minha mãe sentou._Cara, se eu tivesse em pé tinha caído!_Afirmou o que esfregava a nuca._Se ele não tivesse merendado...


_Ela disse: _Vou bater num desses três._Eu ouvi._Zombou um deles. E explicou: Quando ela entrou,_Apontou para a senhora com duas sacolas de compras emaranhadas junto à janela._o motorista acelerou de repente e a sacola bateu na cabeça dele._Se fosse em mim, eu tinha desmaiado._Falou entre risos o que se mantivera quieto até então._Pelo meno tu tem três pra te carregar._Falei._É, eles me jogam no camburão do lixo._É o táxi._Concluí.


_Ninguém pode passar primeiro ou..._Minha mãe fez o gesto de tesoura cortando. Depois contou um acontecido:" Três mulheres conversavam alto perto de mim, eu estava meio com raiva e disse: _Parece um bando de periquitos!Uma falou: _Depois dessa, eu nunca mais bebo Coca-Cola!Percebi que meu vestido lembrava realmente, pelos detalhes granulados e pela cor._Mãe,_Advertiu minha filha._a gente não mexe com esse povo desconhecido._Agora é tarde. Respondi.

Nesse momento, a senhora promete à sua vítima não intencional que não parava de se mal-dizer:_Você vai ganhar um presente lá na frente._Outra piza._Zombou um dos colegas._Vamos apostar como daqui pra noite tu apanha?_O Fernando Sabino_Interrompi, após um descer._Serviu o exército também._Só tu que não serviu._Atalhou minha mãe._Ele respondia no lugar de um colega e vice-versa quando o outro fugia.
_O sargento lá é lesado, passa só uma folha. A gente assina por todo mundo.A senhora se vira para o trocador e indaga:_Eu posso descer por trás._Ele não permite._Eu não pago a passagem se o motorista não abrir a porta._Eu não também não pago._Eu não passo meu pass-card.

A senhora se levantou, o garoto que fora golpeado ajudou-a com as compras, entre as quais, frangos congelados. Percebemos o peso, ele disse que fora justo do lado mais pesado que acertara sua cabeça._Passe, vovó assassina. Em seguida, eu entrego pela porta._E o fez._É agora que me vingo!_Disse minha mãe a sorrir apontando para ele.Quando a senhora recebe as compras do garoto, os outros se levantam e berram: _Vai-te embora, velha assassina!

AROLDO FILHO
Fortaleza-CE
30/3/2007

O TRIBUNAL DOS URUBUS


ALIANÇA DOS JOVENS ARTISTAS - AJAS

QUARTA-FEIRA, 12 DE DEZEMBRO DE 2007

O TRIBUNAL DOS URUBUS

Três acontecimentos quase simplórios de exemplos da impotência do cidadão isolado através da minha situação de estudante não me abandonam à mente. Determinadas ocasiões nos marcam ma ferro no âmago do superego que o semblante do ide quebra-nos a máscara mais oculta de caráter que construímos e toma o controle para si, assumindo a personalidade vingativa com o cognome justiça.


Somos a figura do ódio em sua essência gótica e grotesca; jamais retornaremos a quem pensávamos e demonstrávamos ser. A consciência alterada abruptamente não regressará ao estado de outrora nem sob choque superior.


1° A acusação

2° O acesso negado

3° A expulsão

No primeiro ano do ensino médio, 2002, a diretora deu uma desculpa esfarrapada mudar-me de sala, pondo-me junto com uma turma fora da faixa e do convívio, nunca tinha visto a maioria daquelas pessoas, todavia, aquela foi uma boa sala.


Um dia, o professor falta sem aviso prévio e logo é substituído. Por falta do diário de classe assinamos numa folha. Então, vejo "ator" grafado em seguida ao nome de alguém. Faço uma brincadeira, troco para "atriz desempregada.


Um colega próximo sugere: _Bota "popozuda" na fulana._ Outro desenha uma galinha e continuamos a operação: "assaltante", "traficante" e um monte de insultos que esqueci.


A diretora adentra para transmitir um comunicado. Um sujeito transforma a folha numa carta e entrega à professora, que repassa para a mulher que estava ali por acaso.

_Estão vendendo um pozinho branco na parte da manhã, e é gente dessa sala. _Jogou verde aquela que se mantivera cerca de dez anos no cargo a custa de ameaçar educandos com sua presença tenebrosa e incompetente sentada ao biroau.


Nenhum de nós revelou o culpado, o que seria deveras facílimo, uma vez que minha letra é inconfundível de tão feia, fomos expulsos como um bando de galinha que se diz "xô".


Menos de um mês depois, presenciei a expulsão de outra turma, do terceiro ano, que vaiara a diretora perante todo o corpo discente e docente do turno. O motivo? Ela fez propaganda eleitoral, revelando qual seu prefeito favorito.


Esquisito é o fato de nunca haver número superior a dois concorrentes e pior é quando eles se unem, um vice do outro, para ganhar daquele que seria o terceiro. Soube, mais tarde, de outras turmas que ganharam a liberdade temporária pelo mesmo motivo do parágrafo anterior e de outros mais banais, que não vêm ao caso.


Segundo ano, chego atrasado cinco minutos, porém, o porteiro chega muito tempo depois para negar-me acesso à aula.Indignado, dou um soco no moribundo interruptor, uma chapa na porta que antecede o portão e pulo o muro.


Sou mandado embora sem adentrar a sala de aula.


_Ele deu uma voadora na porta! _Afirma a coordenadora financeira. Dois anos após ela dava aula de educação física.


_Quem foi que deu voadora? _Indago.


Ela limpa a garganta, ergue a cabeça, em postura impecável, e segue rumo à secretaria, calada.


No terceiro, ocorre caso mais dramático; sou expulso por ir ao banheiro.


Um dia antes, o porteiro permite a saída de uma colega minha que alega ir fazer aula de capoeira, mentira. Uma segunda, com inveja, tenta sair, mas lhe é vetado o direito.


No outro, ambas iniciam discussão, dia de prova em que eu estudava piamente. Como vice-líder eleito, levanto, o professor treme lá fora, sinto a angústia em sua alma, não terá controle da situação.


A diretora surge antes que eu fosse chamá-la, como se minha lente lesse. Manda uma menina embora por estar de chinela e sem a blusa da farda. As zuadentas calam-se.


O professor entra e decreta: _Ninguém sai.

Pouco depois, um colega levanta.

_Onde vai? _Indaga o "Mestre", como ele se intitula.

_Ao banheiro.

_Volte. _O cordeirinho obedece.

Outro repete o gesto.

_Volte. _Ordena o soberano do giz.

_Fela da puta! _ Solta um soco no ar.

_O que ele disse? _Os abutres alunos respondem. O colega é expulso, mas o pai desse, segurança do prefeito que, no fim do mandato, vende livros recém saídos da fábrica para a reciclagem nesse mesmo ano, 2004,coage o professor.


Aproveito para ir ao banheiro enquanto uma colega pedia repetição da explicação.

_Espere até o fim da aula.

_Má rapaz! _Respondo e saio. Depois volto para pegar a apostila do babaca que quase me reprova nesse ano sem que eu ao menos tenha visto a média final; tinha prova no segundo tempo sobre Vargas.


Interessante é que a peste é meu primo, e substituía uma professora de caráter incompatível com o dele, o anterior, a diretora, a coordenadora de finanças e muitos outros.


_Vá pra fora! _Berra o cordeirinho obediente que é tão abutre quanto os outros, que logo o imitam.


_Saia. _Sentencia o juiz do giz.

_Você poderia ser mais idiota.

_O que?

_Você não é môco.

_Me respeite, rapaz, eu não sou seu parinceiro não.

_Só pode pedir respeito quem exige respeito...

_Me respeite, eu sou seu professor!

_Se exige respeito respeitando..._

Você tá pensando que é quem?

_Você não me respeitou. _Saio, escuto a forte pancada na porta.


Dois dias após, a sentença continua: _Você está suspenso cinco dias das minhas aulas. _O que representava matemática, física e química. Detalhe: A escola pública, cobaia do CRED, adotara a semestralidade e um tal de AS e ANS, o que significa, grosso modo, que cada falta será multiplicada por dois e meio, logo, cinco vira doze e meio; um número reprovativo.


Nunca repeti um ano, até agora. Com ódio, iria denunciar no fórum, o que seria pior para mim, à priore e à posteriore por que hoje é um dos carrapatos do prefeito. Minha cabeça estava tão ardente que esqueci e passei direto para casa.


A custo, relatei o incidente à minha mãe, ela agiu o mais frio que pode. Pediu a acusação por escrito e xerocou. Depois de muita conversa fora, com aquele que um dia fora seu aluno, ela dispara à queima-roupa:

_ Mesmo que meu dinheiro se acabe, eu vou à sede do CONSELHO e peço uma sindicância que revele o índice de desistência, neste colégio, de 2000 pra cá. Mando eles perguntarem, a um por um, qual o motivo que os levou a abandonar os estudos.


No dia anterior, aproveitando que minha sala fora a única mantida no período noturno, os integrantes do corpo docente reuniram-se, às escondidas, para colocarem meu nome no famoso BO, batismo dos alunos, constava apenas a assinatura do sentenciador, que embora primo da diretora, não teria apoio formal.

Um corvo desprovido de covardia nunca será um bom carniceiro.

_Eu perdi a admiração que tinha pela senhora. _ Afirma o professor, em último ato, à minha mãe. E conclui, para a secretária: _Ratifica, ou retifica, até a palavra é difícil... Ou melhor, suspende a suspensão!

A diretora não seria uma boa chantagista de mais de dez anos sem um Az na manga:

_Agora, você vai explicar para os colegas e os professores o porquê da anulação da suspensão.


O circo do poder fora armado: No centro eu, minha mãe ao biroau e os palhaços nos espaços restantes.


Dentre as falas mais significativas da batalha intelecto versus poder destacam-se: _"...gado a gente marca, fere e mata, mas com gente é diferente..."

_Se ele ao menos pedisse perdão. _Uma abutre colega pronuncia tamanha bobagem.

_Perdão é para quem se arrepende.

_Peça desculpas, meu filho!

_Vai contra minha honra.

_Diga para eles o que você entende por honra.

_Segundo um filme que assisti, "honra é uma coisa que o homem dá a si mesmo". Eu não estaria sendo sincero se pedisse desculpas por uma culpa que não tenho. Isso fere o conjunto de valores que adquiri até hoje e que formam meu caráter.

_O que você entende por caráter?

_Personalidade, segundo um documentário filosófico que assisti, é "a máscara que pomos para os outros" e caráter a que pomos para nós mesmos, portanto, é o mais próximo daquilo que realmente somos.


E a que jamais esquecerei é quando o cara que virou diretor de outra escola e que, tempos atrás, tomou, "legalmente", a casa de minha tia-avó materna (hoje já falecida), apertando minha mão como quem derruba gado e fitando em meus olhos o olhar negro da senhora morte, diz:

_Já se passaram duas horas sem que você fosse ao banheiro. _Respondi ao insulto, entretanto, abutres não escutam o que não lhes convém. Fala perdida. O idiota não sabia da minha vontade tremenda de urinar, maior um pouco da de quebrar-lhe os dentes.


Na segunda opção eu seria preso, talvez, pois tive o azar de completar dezoito justo quando a lei torna esse número em idade adulta penal. E por ele hoje ser mais um dos carrapatos do prefeito, talvez desse uma complicaçãozinha a mais; se bem que valeria à pena dar uma lição naquele imbecil.


Senti-me dentro da fábula em que a raposa diz:

_Você é a causa da seca que nos assola, comendo as folhas indefesas que nada lhe fizeram, coitadas. Matem-no!


Estive, na vida real, dentro da estória "o tribunal dos urubus", fui salvo pela Coruja Solidária, deixando de ser o burro da vez.


Guilherme de Almeida finalizaria assim, talvez: "...as aves que aqui revoam são corvos do nunca mais a povoar nossa noite com duros olhos de açoite."


Nunca mais quero viver outra fábula de La Fontaine.


AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
03/04/2007
3h e 33min

Recomeço

RECOMEÇO

CAP1: REPORTAGEM PRIMA

Mani: _Você enfrenta muitas dificuldades?Sírio: _Claro! Já viu alguém de cadeira de rodas que não sofra?Mani: _E você?Antônio: _Não!Mani: _ A mesma pergunta para você que tem boas pernas.Edimilsom: _Ter pernas é tudo por acaso?Luís: _Ei, hermano, ali é a casa de um cantor. Porque não o entrevista?Mani: _De onde surgiu o nome de seu novo C.D.? Ademar: _Veio de uma música que relata poluição, guerra, desmatação e fome, ou seja; a “Expressão da morte”.Mani: _Qual sua primeira composição?Ademar: _ “Adoção”, fala sobre a solidariedade de um casal ao adotar uma criança órfã, que, aliás, é seu terceiro entrevistado de hoje, seu tio-avô e meu irmão adotivo, Edimilsom. CAP2: O HOMEM ELÉTRICONoite chuvosa, Dr. Douglas faz experiências científicas. Lá fora começa a relampejar, um dos raios transforma Augusto, filho de Dr. Douglas e Eloíse, em uma mistura de coruja, águia, morcego, gato, abelha, aranha caranguejeira e formiga rural.Os mutantes daquela e de mais seis cidades foram algemados, ao saberem disso, Dr. Douglas e Eloíse fugiram com o filho para longe e bem a tempo, pois as sete cidades foram destruídas entre tiros e bombas das forças armadas e a revolta dos mutantes.

CAP3: A BATALHA INFERNAL

Jonas e Aufred conversam sobre o desaparecimento de Édgar e Zinon Iacopt, quando Aufred avista uma mulher e vai ao encontro dela.Aufred: _Como você é bela, casa comigo?Angeline: _Já sou casada.Aufred: _Meus pêsames.Não muito distante dali, um diálogo mais romântico.Dara: _Aceita namorar comigo?Hálidez: _Lógico, eu duelaria até com um leão por um beijo seu, minha ninfa!Dara: _Corajoso! Herdou a bravura ou a lábia da família?Hálidez: _Quem não se arriscaria pela beleza de Dara, que com firmeza meu coração incendiara, para a qual a infalível flecha do amor me destinara? Quem por pura beleza merecia ser coroada deusa das estrelas, as tais mesmas brilham mais quando Dara olha para o Céu, que a envolve igual véu de ternura por sua existência, mesmo o Sol tem a imprudência de amá-la, quantas vezes ele chora por não poder tocá-la, o próprio anoitecer se cala pela doce ilusão de que um dia ela o toque e o beije, mesmo que de leve. E uma coisa é certa, sem Dara a rua é deserta e a não amá-la nenhum coração se atreve.Dara: _È, você fala bem.Hálidez: _Para você entrego o mais completo amor vivo, com você me torno imbatível e por você realizo quase o impossível.Já que dom é intransferível, porque não usá-lo ao auge do infinito?Em outro local Handir e Nélio comentam a vida de Gonsala e Potaci, mas Handir abandona o amigo e vai até uma moça chamada Odlora Laura._Sabia que eu nunca me apaixonei antes, até vê-la?Ela sorri e diz: _Você não mente nada, não é?_É sério! Você acha que eu mentiria para uma coisa tão bonita assim? Já que seus olhos são verdes permita-me ler um poema em homenagem a eles, você gosta?_Sim, você mesmo que escreve?_Sim.

VERDIAR

Seus olhos verde-esmeralda
Iluminam meu caminho
Até sigo de mansinho
Por causa desse verdiar

Minh’alma se encanta
Enquanto corpo treme
Chega coração se espreme
Que é para não se apaixonar

Necessito de carinho
Quero a encontrar
Abracei verde espinho
Por que me fez lembrar

Desses olhos tão lindos
Quase bailarinos
Que se encontram com os meus
Só para amor me atirar

Chego a ver o infinito
Em meu peito aflito
Não existe horizonte
Apenas de amor um monte

Por essa mulher bela
Que em meu sonhar é Cinderela
Na cama quente da paixão
A cada doce instante da ardu’embriagante emoção

Esses magníficos olhos enverdiaram minha mente
Meio que me deixam descrente
Diante a tamanha beleza natural
Não resisto amar esse verde angelical

ATLETAS DA AUDÁCIA

Nesta terra de passados derrapantes
Nos escondemos das guerras dos gigantes
Estamos pela própria sorte
Nascemos entre a pedra, o peito e a morte
Mas se abraçarmos a vida
Com a mais pura confiança
Estaremos nos tornando atletas
Da audácia e tolerância
E o mundo desses
É muito mais excitante

Em uma cidade vizinha Luís escuta uma poesia de Elias:CONSERTO

Hoje que o homem já viu de tudo, cá estou eu, um desconhecido total que surgiu para evoluir e fazer ele, o homem, presenciar situações novas.Reacender nele o entusiasmante admirar pelo novo, criar em suas obras a construção da fraternidade, abrir-lhes os olhos para a verdadeira vida.Encher-lhes a mente com boas metas, torná-lo sensível a causas nobres, acessar seus sentimentos mais secretados.Causar-lhe dor, arrancar-lhe lágrimas vomitadas com ódio, humilha-l e feri-lo.Essa foi a missão a mim confiada para que ele tome consciência de toda a angústia que sofrem os rejeitados, para que ele saiba de qual massacrante é sua ação e seu descaso pela sua espécie.Para que um dia ele olhe para trás e tenha coragem suficiente de recomeçar com mais vigor, e tenha fôlego bastante para nunca deixar seu planeta, sua gente, suas florestas morrerem, pois ao mesmo tempo em que ele é responsável por, também é parte de um esplêndido pedaço do Universo. E deixa-lo morrer seria o gesto mais absurdo que já cometera.Eis-me aqui na função de buscar na zona mais escondida de seu ser a virtude necessária, um pouco de fé na bondade junto com um pingo de sensibilidade e vontade disposta a construir seu automelhoramento na busca de dignas condições de vida para todos aqueles que sofrem.Sem distinção.

Luís some, aparece em um lugar cinza, luta com vários adversários, começa a lançar raios elétricos ao mesmo em que se multiplica e foge de enormes cães. Ele entra na caverna dos quatro demônios:1. Fágner, 2. Hádige, 3. André 4. Deniepanc, que lhe propõem aliança a fim de destruir seus inimigos; os deuses:1. Aguiles, 2. Ugo 3. Henri.Luís olha em volta reconhecendo aqueles que Deniepanc dizia tratar-se de “alunos” seus, porém percebe que esses apenas desejam acréscimo de força para retornarem em fuga para o planeta Terra.André entrega armaduras pesadas enquanto movimenta as mãos abrindo quatorze estradas em uma espécie de “jogos de arena” em que cada participante seguiria por uma via distinta onde enfrentariam gigantes como forma de treinamento. Embarcaram nessa juntamente com Luís e foram tele-transportados por Hádige a mando de Fagner:1. Zinon,2. Édgar, 3. Nélio,4. Odlora, 5. Handir, 6. Gonsala, 7. Potaci, 8. Elias, 9. Aufred, 10. Angeline,11. Hálidez, 12. Jonas 13. Dara,.De repente os “alunos” estavam sendo acordados por:1. João (santo),2. Suzie (chefe da Legião Angélica Celeste), 3. Eloíse (professora), 4. Dr.Douglas (cientista), 5. Isabele (princesa), 6. Ademar (cantor e compositor), 7. Isadora (enfermeira), 8. Carlos (engenheiro), 9. Antônio (agrônomo), 10. Carol (empresária), 11. Augusto (estudante), 12. Amadeu (cantor, compositor e poeta) 13. Heitor (lutador de Judô).Destruíram o Universo na batalha, mas apenas os demônios faleceram.

CAP4: UM NOVO UNIVERSO

Escorado em um canto, um menino treme de frio, ele foi o único sobrevivente da lista de Sírio, a maior gangue de tráfico de todos os tempos, também é como se chama o líder desta. O poder bélico desta quadrilha é tal que todos os países se uniram, antes da destruição do universo é claro, passando por cima das “guerras santas”, do passado de atritos, enfim, no mundo as atenções estavam voltadas nela, fazendo até mesmo os mutantes serem esquecidos.Eu, Mani, tio de Augusto, irmão de: 1. Dr. Douglas, 2. Luís 3. Elias,Sou filho de Rildo Alex Tal Paco, que é filho de:1. Amadeu2. Isaura, filha de:1. Antônio2. Carol Eu e o menino inventamos uma arte marcial, o I.T.I.E.C. (Incoloridade, Transparência, Invisibilidade, Especialidade e Combate).O guri era Augusto e estava acompanhado dos mutantes:1. César,2. José, 3. Veloso, 4. Ronaldo, 5. Carol (sua trisavô), 6. Edimilsom 7. Elias (seu tio);Decidimos formar um grupo batizado de Clube dos Poderosos (C.P.) com academias que mais tarde se expandiriam, e quando menos esperávamos, todo o mundo praticava o I.T.I.E.C.A Terra some em meio a um certo brilho, que de imediato identifico: _Poder.Uma certa batalha acontece no espaço, e porque será que não morremos?_Talvez porque poder não desfragmente quem o possui. _Responde Elias.Augusto e Carol atravessam uma barreira incolor, da qual fui o último pois demorei a aceitar que o Universo havia desaparecido.

CAP5: RAIZ

Ao chegar noutro Cosmo deparo-me com uma enorme briga do Clube dos Poderosos com a gangue de Sírio, em pânico tento voltar, esbarro justo no chefão._O que é isso, rapaz, onde escondeu seu “espírito de equipe”, já iria abandona-los?_Adquiri poder a pouco tempo.Sírio ataca-me, não só, todavia, com inúmeros batalhões de seu exército. Quase em desmaio, já não reagia, quando apareceram a meu favor dezoito personagens entregando-me canetas artesanais fabricadas a partir de pau-brasil, eram eles:1. Francisco (Zumbi dos palmares), 2. Obaluaê,3. Pacoti, 4. Tupã, 5. Saci, 6. Cuca, 7. Lobisomem, 8. Vampiro, 9. Ganga Zumba, 10. Jaguarari, 11. Emília (boneca de pano criada por Monteiro Lobato em “Sítio do Pica-pau Amarelo”), 12. Mula-sem-cabeça, 13. Anhanguá (Iara), 14. Uauiara (o moço boto), 15. Cobra-Norato,16. Curupira, 17. Iracema (romance indigenista de José de Alencar) 18. Poty.Usei meu “Efeito-Catapulta” para eliminar meu antagonista.Ganga Zumba, Obaluaê e Pacoti põem em minhas mãos uma raiz especial tirada na capoeira enquanto Francisco brada: _Segure firme, isso aí é o Recomeço! _Disse isso apontando para a raiz.Saímos de lá rumo a outros Universos

AROLDO FILHO

Súbita paixão de um dançarino

O sorriso dela me atraiu, sem perceber, lá estava, eu, convidando-a para dançar, contudo, vejo-a ser puxada abruptamente pelo braço. Pergunto-me se era seu namorado ou simplesmente um engraçadinho que me roubara a vez de tê-la por meu par.Deixei-me perder em meio à multidão de pares, o ar pareceu-me rarefeito, o que fazer? Uma lágrima foge do olho esquerdo, descendo retilínea sobre meu coração, certa dose de angústia desliza garganta a baixo em um gole.A música dá uma trégua, consigo localizá-la, a deixa que precisava. Interrogo-a sobre um possível baile entre mim e ela, resposta negativa, argumento um porquê, ela diz não saber dançar, demonstrando desinteresse. Indago se aquele que a puxou seria seu namorado, digo meu nome, quando peço telefone ganho uma desculpa.Chama-se Leila, sem namorado, entretanto, parece fria, será timidez ou apenas indiferença para comigo? Vou até a garota pela última vez, entrego uma folha com o desenho de seu rosto e uma poesia que fiz durante a festa, porém, saio do clube sem esperar o resultado causado pelo meu presente.Ligo a chave, escuto uma pancada, olho para o lado, abaixo o vidro, uma garota apresenta-se como Cheila, irmã de Leila. Recebo uma folha, a mesma que eu havia entregue, a garota não gostou, foi o que me ocorreu, todavia, desliguei o carro e olhei novamente para a folha. Tinha um número de telefone, liguei imediatamente, ocupado, seria uma brincadeira? Dei a partida mais uma vez quando escuto nova pancada, era Leila, entrou no carro e beijou-me.

Aroldo Filho

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

OS ANJOS TOCAM VIOLINO


















OS ANJOS TOCAM VIOLINO

Um Fá sustenido em teus lábios
Hum! Quero beijá-los com amor febril
Dó com sétima em teu seio
Pestana em Si e o receio de não saber
As menores angústias
Que dominam a ti
Das maiores dores que senti
Tua falta é aquela real
És meu Sol matinal
O Mi em mim no raiar de meus dias
Oh! Sinfonia, tenha dó deste escritor!
Ré nos tribunais do amor
Vou prender-te Lá no Céu
De meu âmago em sonhos
Andante passan de catavina
Prima donna, roubaste meu coração
Pagarás com uma canção de limiar arpejante
Tarantella, meu sopramo belo!
Si non é vero, é bene trovato
No Firmamento há uma orquestra para ti
Os anjos tocam violino
Enquanto eu finjo ser o maestro
Empunho a canebatuta
Vejo-te a bailar
Tocas com os pés o piano em meu olhar
Teu semblante me faz triunfante
Ao compor-te com porte musical
Matemática artesanal do pensamento cognitivo
Poesia, és meu forte cativo
Adoro-te, no imaginário ideal
Abraço-te, por seres surreal...

Aroldo Filho

QUANDO O MEU CORPO FOR AURORA

Seremos História um dia
Reminiscências de quem nos inventou nas láudas vastas de cada filamento inspirado
De homens em personagens do escritor empenhado nos falsificará a caneta alquimista
Figuras mistas de mistérios subdesvendados séculos a fora
Quando o meu corpo for aurora, quem sabe parte de mim seja banhada por lágrimas salinas enquanto meus raios luminosos incandeiam minha própria escuridão
Sou o Universo em expansão, mescla de tantos outros quanto existirem
Serei maior do que a síntese de agora, esse corpo me engana ao prender-me à essa consciência que em mim aflora
Estarei livre como outrora, antes de viver
Vida e morte se irmanam, como nunca vou saber, num ciclo que transforma matéria bruta em ser
Esse eu que avisto é um equívoco que habita em mim
Por que sinto que sou tudo se não sei nada fora desse ser pensante, minha infinda divisão, habitante do pensamento, que se opõe à liberdade tardia?
Amanhece, outro ilusório dia, nesse tempo irreal, da noite, que me irradia

AROLDO FILHO


Fortaleza-Ceará

RETORNO DE UM POETA


Cantor sem tom

Jogador nem bom?

Sonhar será talvez a sina deste escritor

Criador

Difusor?

a escuridão

EXPLODE

Num sussurro...

ACORDO

Sem Acordo!

Volto a dormir, na melodia de um acorde...

ACORDE!

Um Corte

Na CORTE

Um golpe de luz

Me força

Retorno à vida

Sem fazer força


AROLDO FILHO

FLOR-MULHER, A PRÓPRIA POESIA



FLOR-MULHER, A PRÓPRIA POESIA

A mulher é Floranjo a voar na mente

Absorta do Poeta insone

Em si mesma é poesia

Base de todas as artes

Musa e utopia

Afago de ufanias

Dá-me asas, óh Bela Fantasia!

Faz-me crer no fim da nostalgia que me consome

Traz-me o fôlego que perdi no dia-a-dia

Enquanto a vida não me some

A mais um daqueles que se vão

Quero bailar contigo um

Fervoroso tango de ilusões

O verdadeiro é vão...


AROLDO FILHO

PACOTI-CEARÁ

DESEJO

O poder é o fruto do desejo.

AROLDO FILHO

PARTITURA D'AMORE

Nêga, não nega que me ama
Tua gana chama
Engana
Deixe que decifre as sifras nas sinfonias do seu dançante
corpo-chama
Sê minh'ama
Cabelos belos pelos ares em esvoaçante elo
O lhar ufanista de dama que na pureza doma desprovido de
chama, redoma
Os braços meus querem fazer laço no aconchego meigo de
seu diamantino regaço
Sendo radiante sombra a cada passo
Feito passavante sigo avante em descompasso
Um compasso de paços a sorrir num perfeito arrebol
Perpasso
Caço abrigo ao Sol duma valsa prima
Careço seu afeto tal qual prematuro feto
Porém, a confiança suprema toma conta de meu ser por
inteiro
Vivo o intenso momento que se alça
Nem me preocupa ser o primeiro ou derradeiro
Desfruto do êxtase verdadeiro



AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará